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Rock Do Bem 7 | 3º Dia - Jack Pub

6 de dezembro de 2011
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CHUTE NA CARA!


Fotos por Bianca Dias
Texto por Charlinho Rancoroso

Como um chute na cara começa a sexta-feira do Rock do Bem no Jack. A primera banda que sobe ao palco é a bauruense D.O.S., e o som é bruto, pesado, violência sonora. A banda, velha conhecida da cena da cidade nunca decepciona quem vai pro rolê a fim de curtir extremidade sonora.

Uma apresentação técnica e impecável faz com que eu sempre me pergunte como uma banda dessas ainda está por Bauru. É banda que conseguiria público em qualquer canto da Terra, ou até em Marte, quem sabe???



A gritaria é infernal, de fazer coçar o ouvido, as guitarras são absurdas, fazem com que qualquer fã do gênero fique hipnotizado pelo que as cordas produzem.
 
Um bicudo sem aviso na sua face programada pra ouvir canções bonitinhas pra ganhar as moçoilas na balada hype.

Depois de algumas semanas sendo praticamente forçado a ouvir toda a cachecolzice do mundo modernê, esse foi meu desafogo para um ano banhado a leite com pera, rap universitário e sanfonas saltitantes.


RÁPIDO, CRU E OLD SCHOOL. PRECISA MAIS QUE ISSO?

 Texto por Jayme Rosica

A segunda banda a entrar no palco da noite independente de sexta-feira no Rock do Bem foi a Fetus Humanóides. Mandando um hardcore bem old school, a banda empolgou o pessoal que sempre prestigia os eventos do gênero em Bauru.

De repente vejo que é uma mina na batera, e, melhor ainda, ela destrói, toca pra caralho!


Com cara de independente a banda desmontra sua personalidade com letras fortes, e que se encaixam perfeitamente à sonoridade do grupo. Vejo a galera pogueando e se divertindo bastante com o som rápido e agressivo que domina o ambiente com grande facilidade.

Um som ligeiramente simples, mas rápido e forte, como toda banda de hardcore que se preze deve ser.


MACACO BONG TALK SHOW

Texto por Bianca Dias 


“Macaco Bong?” “É, Macaco Bong.” Nunca é demais assistir pela segunda vez. Vamodámaisuma então.

“Não tem nenhum cantor não...” e nem precisa. A guitarra fala, o baixo fala e a bateria também; conversam entre si o tempo todo, discutem, às vezes gritam, mas sempre se entendem. 

O diálogo é tão harmonioso que quem assiste nem percebe, pensa que é apenas música.

Olhos atentos dos que vêem, alguns nem se mexem, outros se contorcem ou sorriem, balançam os pés. E os instrumentos continuam falando e falando, recebem respostas em forma de palmas e satisfação. Acho que gostam, pois continuam a repetir os sons, códigos de um idioma próprio que às vezes fazem pensar “o que será que eles dizem tanto?”.

O que sei é cada um entende como quer.

E só ouve quem quer. Se achar que é apenas barulho, será só barulho. Mas na verdade são palavras em forma de notas musicais que se confrontam com o silêncio, se desdobram e viram um som denso, adquirem um espaço de tranqüilidade em meio ao caos e... chega.


Melhor não falar mais e apenas ouvir. Melhor deixar que se entendam entre os intervalos do silêncio.

D.O.S + Fetus Humanóides + Macaco Bong + Generator + Aleluia Bitch + Raimundos + The Almighty Devil Dogs + Cavalo Morto 
Por Bianca Dias 

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Rock Do Bem 7 | 3º DIA - Jack Pub

4 de dezembro de 2011
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Fetus Humanóides + D.O.S + Macaco Bong
Fotos por Rafael Kage
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O 4 Instrumental dos arranjos expressivos

11 de agosto de 2011
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Fotos por Diogo Zambello
Por Jéssica Mobílio e Lígia Ferreira

Começava mais uma noite, e mais um Jack Pub. A atmosfera começava a se formar. A Noite Fora do Eixo #13 começava a nascer. Estávamos ao fundo com passos leves ao som do “mambo black samba” que agradou a todos. O 4 Instrumental entrou em cena com seus teclados psicodélicos, flauta transversal, bateria, baixo e guitarra.Os mineiros de Sabará já eram conhecidos por circular no Festival Escambo (MG) com apresentações únicas. Em pouco tempo, o público ficou entorpecido pelo som expressivo e habilidade dos integrantes.



Às vezes ouvíamos, “o guitarrista lembra o buckethead”, “ele abusa da pedaleira e faz distorções à la Jimi Hendrix” ou “aquele teclado remete aos anos 60”. Com influência do rock inglês – muito evidente e da música instrumental brasileira, a flauta transversal contribuía para os altos das composições e o equilíbrio do grupo. Chegamos ao ponto de, “olhar as expressões”. Os olhos fechados do baixista sem palheta, do guitarrista que estourou uma das cordas e trocou de instrumento três vezes, do tecladista inclinado, e a bateria que comandava todo o resto com sacadas geniais. O quarteto faz um som bastante melódico, que nos remete do blues ao rock progressivo, num sincronismo perfeito entre o teclado e a guitarra



Já não sabíamos se a música era mais relevante que o jogo lúdico da banda. O encontro das pessoas que ali estavam e o grupo, caracterizavam a noite de sábado bauruense. Eram interações silenciosas, os rostos que acompanhavam os dedos do guitarrista Thiago Guedes e tranqüilidade de Tiago Salgado na flauta. Composições que oscilavam entre o rock acelerado e períodos lentos definiam o trabalho dos quatro,
numa cadência perfeita. Uma hora de apresentação, uma energia simbólica fluía no ambiente. Uma das últimas canções, “Tio Sun”, é rock ’n’ roll puro. Aplausos tímidos, mas que valiam o show.



Sanatório musical
Por Aline Ramos

Alguém me explica que noite foi essa?! Não houve algo que detivesse o talento das duas bandas, repito, das duas bandas. O 4 Instrumental subiu ao palco e os comentários do lado “de cá” vinham acompanhados de olhares arregalados com um toque de felicidade.

Sobre o Jack pairava a dança, o riso, o pulo. Era perceptível, bandas e público falavam a mesma música. Entre o 4 Instrumental e Jair Naves entrar no palco, mais discotecagem. O DJ Abumay, de Marília, tirou todo mundo para dançar ao som do samba, black e mambo. Os tímidos, a galera do bar, o pessoal do chaveco, não teve outra escolha. Estavam trocando passos, mesmo que inconsciente.



Timidamente Jair Naves começou seu som e foi atraindo a galera novamente para perto do palco. Aos pouquinhos, aquele som melancólico, curioso e poético foi se transformando em fúria, insanidade, euforia. Quando nos demos conta, havia um Jair suado agarrado ao seu microfone berrando canções de dor. Depois um Jair em cima de uma cadeira rodeado de gente que entendia do que ele estava cantando só de ver seu rosto atordoado. Um Jair no canto, perto das caixas de som, quietinho, amuado, com um choro sofrido. E quando menos esperávamos, ele estava no chão, dando mais do que vida a sua música, dando emoção. O cantor performático não cabia somente em sua música, era preciso comunicar com o olhar. O público ia e vinha com o seu movimento, éramos um só. De fato, estávamos ensandecidos.

A banda não poderia ser esquecida, ali atrás ditava o ritmo e dava forma àquilo que queríamos, loucura. Helena, uma loira delicada, mas que com um baixo nas mãos detonava. Mark, um bateirista barbudo com um olhar melancólico e Daniel, que era puro cabelos segurando sua guitarra. Eram eles, que por vezes, se surpreendiam com Jair.




Há quem tenha achado tudo muito estranho, olhado meio torto para aquele cara no palco berrando. Durante a semana, os comentários continuaram, nem Jair Naves, nem 4 Instrumental passaram despercebidos pelo palco do Jack. A única definição para a noite de sábado no Jack, é que ela estava Fora do Eixo, e pela 13ª vez.



Diários de Viagem #7 . 4instrumental + Jair Naves . SP/MG . 2011 from Carou Araújo on Vimeo.
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Canja Vibe

11 de junho de 2011
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Olhos hipnotizados, homens e mulheres
Por Ana Laura Mosquera
Foto: Bruno Christophalo

Logo no início da noite, o bar ainda bastante vazio, duas mulheres desfilavam seus longos cabelos, penas e véus ontem pelo Jack. Eu sinceramente pensei que fossem do grupo de teatro. Além do que, estavam cobertas demais para o que seria uma dança de ventre. OK, também confesso que subestimei tanta produção para uma simples dança. O que não era nada simples, afinal. Em uma mistura de dança do ventre com dança tribal, em uma união de passos suaves e outros levemente rústicos, a intervenção começou. Com um pouco mais de ousadia, veio a moça com a espada. Em movimentos clássicos da dança sensual, executa todos de forma bastante delicada. Conseguiu prender a atenção de todos, com seu carisma, olhar e seus longos cabelos. São olhos hipnotizados por todo o lugar, homens e mulheres atraídos pelo charme e pela beleza da apresentação.



Primeiras e outras impressões
Por Ana Laura Mosquera
Foto: Bruno Christophalo

O teatro já havia começado quando o Gabriel veio me avisar. A performance é algo tão sutil em meio a shows de bandas e dança, que quase perdi o início. E assim a apresentação se desenvolveu. Um amigo ao meu lado perguntou “Você tá pensando no texto?” E eu disse “Tô”. Mas a única coisa que vinha na minha cabeça eram palavras jogadas, muitas dúvidas e receio.

Ao final, fui parar em uma espécie de camarim bem improvisado do artista Chico Peres, do Grupo Futuro Telescópio. Enquanto sua amiga ainda tirava a maquiagem dos olhos dele, conversamos. Fui honesta. Quando me dispus a cobrir o teatro da noite, esqueci que o que conhecia era um teatro mais tradicional e não performático. Desconhecia mais ainda as grandes produções e seus autores. Era uma leiga em meio a tantas informações embutidas nas performances. Por fim, Chico me esclareceu algumas coisas. Ele estava vestido como Hugo Ball, representante do dadaísmo, precursor da arte performática e fundador do clube noturno Cabaret Voltaire, na Suíça, em 1915. Estávamos frente a uma première do artista de Karawane, poema de Ball de 1917, escrito em alemão e com palavras inventadas. Enquanto as palavras apareciam no telão, ao som de uma trilha tensa e crescente, o homem balbuciava questionamentos humanos e os tais termos inventados, ora ao vivo, ora em gravações.

Com quase toda a maquiagem tirada (“Você quase arrancou minha sobrancelha agora”, brinca com a amiga) prestes a ir embora, percebi. E logo perguntei “Você não estava na palestra sobre Vegetarianismo hoje à tarde?” Ele confirmou... Chico tinha sido fundamental para a solução da minha última questão, quando disse “Social”.

(...)

Passos de barulhos metálicos pelo chão. Assim o homem entrou se arrastando e continuou pelo pequeno espaço à nossa frente. Cada passo transmitia certa agonia, completada pelas olheiras e a face pálida do “sofredor”. Sem falar da corda no pescoço. De início, não sabia se era alguém enforcado ou, acreditava menos, um escravo conduzido por um “dono”. Minha discreta incerteza se confirmou. Era um escravo.

Já sem maquiagem, como um "homem comum", fui mesmo atrás de Roger Lima, quase saindo do Jack. Mesmo com pressa, não hesitou em largar suas coisas num canto e conversar um pouco. Me explicou que aquele personagem era Lucky, de Samuel Beckett (pai do "teatro do absurdo"). Em “Esperando Godot”, Lucky é escravizado por Pozzo e conduzido por uma corda, obedecendo cada ordem do patrão. Lucky, e Roger, desatam então a falar rápida e ininterruptamente: críticas ao sistema capitalista, à escravidão... poucos param para ouvir.

Eu pergunto, por fim, ao artista do Grupo Solar “Você acha que as pessoas aqui têm conhecimento de Samuel Beckett, do 'teatro do absurdo' ou só eu não sei (risos)?” E ele responde firmemente “Com certeza a maioria não.” E eu insisto “Então por que essa apresentação, aqui, hoje?” E ele finaliza dizendo que a idéia é que cada um tenha suas impressões sobre o ato. A idéia geral foi passada.

Balaio Urbano
Por Beatriz Almeida


Banda Maraca Manca: reggae paulistano do bom

Multiplicidade, efusão, adrenalina, sujeira, raiva; traduzidos no som de quem faz questão de afirmar de onde vem. “A gente é de São Paulo.” Repetiu – uma, duas, três vezes o vocalista “Gonzo” que comanda a Maraca Manca desde 1998 e subiu ao palco diante de corpos contidos e rostos curiosos no terceiro dia de festival Canja.

A plateia do Jack, aquecida pelo teatro, parecia recém-acordada quando a banda entrou no palco. Atentei ao palco na procura de dreads ou de camisa do Bob Marley. Mas não havia nenhum elemento clichê do reggae. A banda aparentava o pop. Simpatia vocalística e poucos elementos visuais.

Começa o som e em três ou quatro minutos já dá pra sentir profissionalismo e personalidade do grupo. O som é diversificado. Lembra a capital. Traz a sutileza de Bob Marley e Peter Tosh. Leva pro agressivo hip hop paulistano. Reggae roots com elementos de rock e mpb, percussão que oscila entre o metálico e o toque seco do mangue beats. O percussionista surpreende com instrumentos de improviso e completa o som mesclado e desalinhado que a banda transmite.

Formada em 98 por amigos que tinham a pretensão de compartilhar o verdadeiro balaio de influências e ritmos trazidos da rua, a Maraca Manca traz para o palco a questão social e a multiculturalismo da cidade grande. "Reggae com elementos de São Paulo. Reggae urbano, é isso que a gente tenta trazer." No palco o resultado é um som pulsante, com boas ideais, desses que mantém o público concentrado mesmo com o repertório quase autoral. Importante, em meio a tanto barulho por aí, saber garantir autenticidade. Vindo de quem é quem é bom, cover é brinde.

Prazer em acordes e notas
Por Soraia Alves

Onze de junho, Jack Pub, onze e meia da noite. Estava ali pela única coisa que poderia ter feito com que eu saísse de casa em uma noite gelada às vésperas de uma prova no sábado de manhã: música boa. E a noite foi de esperas e perguntas respondidas.

A primeira pergunta ao ver o tímido movimento no pub foi: será que o Jack vai lotar? Não lotou, mas o número de pessoas presentes foi o suficiente para dar um ar aconchegante ao lugar. A próxima pergunta: quando vão tocar El Paso! e Projeto Projeto Homem Bomba?

Depois de uma intervenção da Academia de Dança de Bauru, com coreografias no estilo tribal e dança do ventre. Depois de todo o groove da experiente banda Maraca Manca (SP) e seu frontman que faz jus ao termo. Depois de mais uma intervenção, agora de um “Homem Surreal” do Grupo Futuro Telescópio, que não poderia ser descrito de outra forma. Depois de mais alguns minutos de reggae discotecado acompanhando as imagens psicodélicas do telão que escondia o palco, chega enfim a vez de ver e ouvir a banda Projeto Homem Bomba. Tanto já havia acontecido, e muito mais ainda estava por vir.

A banda é da casa, o público são os amigos e surge mais uma questão nessa cabeça aqui: será que a platéia curte mais um som amigo ou as apresentações, com o tempo, caem na mesmice? Caio Pink, João Megale, Lucas Montinho, João Perussi, Bruno Candeiras, Diogo Japa e Bruno Nantes mostram que música boa nunca enjoa.

A mensagem é clara já na primeira música: “chora esse cavaco”, pede o vocalista Pink ao amigo Megale, que atende ao pedido e mostra que difícil vai ser ficar parado até o fim do show. Olho para o canto esquerdo do palco para ver o batuque da percussão, e a imagem de um triângulo, típico instrumento nordestino se destaca. O que vem por aí? Vem mais música e as composições da banda começam a chamar minha atenção. Como não reparar em uma letra que diz “amar só por amar é ver sem enxergar”?

Animação e boas letras, a coisa pode melhorar? Pode, com “o samba não morre só porque você não quer sambar” sendo cantado pela galera. Mesmo os que não conheciam a música pegaram o refrão de primeira. E a mesma galera que canta, avança para perto do palco, e coloca o corpo pra mexer, os braços pro alto, surgem até passos coreografados. É tudo contagiante... E vem América, e vem Valéria, e imagino quantos não se perguntaram quem é essa Valéria que ganhou uma música tão boa em sua homenagem?

E será que acabou? Que nada, tem troca de instrumentos entre vocal e percussão. As guitarras ficam mais pesadas, galera não para. É muita energia e a prova são as peças de roupas de frio que, pouco a pouco saem dos ombros para rodar nas mãos. E ainda tem participação especial do MC amigo “pra fazer o maracatu com rap”, diz Pink. O amigo consegue animar aquilo que já parecia o ápice. O som é tão intenso, que me perco: bato cabeça ou sambo no pé? Com Projeto Homem Bomba vale os dois.

O amigo sai de cena e vem a música que encerra um show que não deixou nada a desejar. Na letra, um chamado para se ver o por do sol. Na platéia, a vontade de dizer: “fiquem homens bombas. Toquem até o sol nascer”.

Mas ainda é noite, e ela não acabou. Mais uma intrigante intervenção, agora com “O Monólogo de Lucky”, do Grupo Solar. Olhada rápida na parede para ver o símbolo do Festival Canja escrito em luzes e sombras. No relógio, quase quatro da manhã,o que faz muita gente ir pra casa antes de ver o Grand Finale.

No palco entram quatro rapazes estilosos vindo de uma (longa e perdida) viagem de Santo André a Bauru. El Paso! vai tocar. O último show da noite começa com a música Mulheres Voadoras. Não vi mulheres voando, mas vi as baquetas de Rafael Cab voarem. Vi Anderson Ventura abusar das distorções em sua guitarra. Vi André Oliveira não só cantar, mas também solar a guitarra. Vi Oscar Santana dedilhar com prazer as quatro cordas de seu baixo. Aliás vi, com muito prazer a apresentação de uma banda que toca com e por prazer, e sentir isso de um músico não tem preço.

Entre letras que falam de ódio e amor, meus ouvidos despertam para frases como “a queda não tem altura” e “ao menos justifique a mudança”. Música tocada que toca a gente, outra coisa que não tem preço.

O número de pessoas vai diminuindo, o frio vai aumentando, mas a explosão daquela bateria não deixa meus pés ficarem parados. E quando penso que sou a única resistente ao sono, ao frio, e ao horário vejo sombras na parede se contorcendo. Mais gente está curtindo, mais gente curtindo com prazer aqueles rapazes que tocam com paixão.

O show chega ao fim e o papo rápido com Oscar só confirma minha teoria do “prazer desses caras em fazer música”. Em poucos minutos, o baixista fala três vezes “a música acima de tudo”.

Entre esperas e perguntas, a resposta é realmente: música acima de tudo.

Vibe energética - El Paso!
Fotos e texto por Bruno Cristophalo

El Paso. O nome me chamou a atenção, pois eu curto muito uma banda de lá e achei que pudesse ser uma das influências. Mas isso é assunto pra outro post...

Começando o show da banda de Santo André, percebi que na minha frente havia uma energia forte. Melodias bem construídas, com ritmos às vezes fora de compasso e cheias de quebradas ditavam a pegada da El Paso.

As letras as vezes dramáticas demais e o vocal talvez tenham me desanimado um pouco, mas o que me prendeu mesmo foi a musicalidade intensa dos caras. Tocavam com um sorriso no rosto, mesmo com poucas pessoas resistindo ao horário já tardio e ao frio que já começava a bater no Jack.



“O som acima de tudo”, com as letras servindo apenas para preencher todos aqueles riffs que mudavam de cadência a todo instante, atrapalhando o ritmo das cabeças e pés batentes que acompanhavam o quarteto em frente ao palco.

Queens of the Stone Age é o que faz a cabeça de todos eles, me contou o baixista
Rodrigo “Oscar” Santana, alguns minutos após seus dedos frenéticos pararem de galopar as quatro cordas de seu instrumento. Achei massa e percebi que aquela guitarra que crescia durante as músicas levando tudo consigo me lembrava algo.

O último acorde chega e a alegria dos quatro continua lá, o agradecimento sincero encerra a apresentação e a André Oliveira, Anderson Ventura, Rodrigo Santana e Rafael Cab, os membros da El Paso, ouvem os aplausos de quem ainda estava lá curtindo o som.

A movimentação se encerra por um breve instante.

Desce a cortina e o ska volta aos PA’s para encerrar a noite Vibe do Festival Canja 2011, a primeira que rolou no Jack Pub.
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VídeoCobertura - Roça Nova, a festa do Interior!

13 de maio de 2011
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Cobertura da festa Roça Nova, evento realizado pelo Enxame Coletivo em parceria com ENEA Bauru. Tem também o relato da noite, confira!



Captação: Marjory Kumabe, Thiago Nassif e Matheus Itami
Edição: Flávia Battistuzzo e Carolina Simonassi
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Sobre Caboclos, Arquitetos e Astronautas

6 de maio de 2011
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Por Laís Semis

Caderno de balada à postos. Essa não é apenas mais uma noite no Jack. “Salve ENEA, salve Enxame, salve a brasilidade, salve o groove!”. É a noite da Roça Nova, a festa do Interior, festa do Enxame Coletivo em parceria com o ENEA, que neste ano será sediado na cidade e traz a temática do “interior sem estereótipos”. A casa estava cheia.

- Vamo lá na frente, vamo lá na frente! – foi puxando um dos organizadores do evento, Leandro Fontana durante a apresentação da Estação Primeira de Bluseira.

Lá no palco, o inconfundível Verídico e a sua banda de rock e blues, que não deixam a música brasileira de fora, envolviam com força os ritmos e as pessoas. Uma centopéia de estudantes de arquitetura se enfiava abrindo caminho pelas pessoas até a Estação, saltitantes, empolgadas, gritando as letras.

“Eu sentei na linha do trem
Pra ver a fumaça dançar e pensei
Ai, que saudade do trem...”

Cabeças arquitetas tomaram conta do espaço, desenfreadas, sem direção certa, pulando sem cessar ao som da banda. Parece que era a música traduziu a temática e o espírito do que o evento pretendia ser. “Ú-Ú-Ú ENEA BAURU!”, foi o grito dado pela comissão organizadora do Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura, ressoando pela casa inteira ao fim de “Brasil Novo”.

Nas Ondas da Samanah
Por Laís Modelli

Tiveram muitos pulinhos de reggae no lado da galera da plateia. Já no lado do palco, teve mais que isso. Tiveram duas Tagimas muito bem afinadas em um Sol ensolarado e vários La sorridentes. Ai foi só embalar tudo essa vibração em um repertorio que incluía desde O Rappa e Jorge Bem até musica própria da Samanah.

Teve também uma galera gritando e se apertando perto do palco quando a banda começou a tocar Mutantes. Era uma Minha Menina mais gostosa ainda de se ouvir que o normal, de notas bem gritadas e compassadas metricamente. Aí eu só sei que olhei para o lado e vi um casal se beijando, 2 meninas dançando e um cara enorme, com cara de mal, mas que ficava fofinho quando cantarolava “e eu sou o menino dela”.

Teve também um baixo de notas tranquilas, que sabia ocupar o seu lado esquerdo do palco, não como um zero, mas como o canto do coração, sabe? Teve mais beijo, mais pulinhos... e teve eu indo buscar uma bebida e perdendo a penúltima música. Aí eu só sei que o Thales, o vocal da Samanah, anunciou a saidera. Logo em seguida eu comecei a ouvir uns riffs familiares, espaçados, com uma bateria ao fundo marcando tempo em toques curtos e secos. Peguei a bebida, pulei do balcão e cheguei a tempo de cantar “Ticking away...”.

“The moments that make up a dull day.” Eu já assisti uns três ou quatro shows dos caras da Samanah, nem é mais novidade. Mas eu só sei que me comporto igual criança quando ouço Time na versão Dub Side of The Moon. Só sei que eu vou parar na frente do palco e, quando percebo, eu estou dando os pulinhos e fazendo a minha bengala de guitarra. “Hooome, home again...”

Por Laís Semis

Na discotecagem entrebandas acabou o “Baby Doll de Nylon”. Subiu o telão. Lá do fundo saiu correndo uma menina em direção à banda. Trenzinhos entre a platéia. Vindos do Pará, o Aeroplano era a única banda em terras estranhas. Mas Bauru sabe como recepcionar uma banda de fora.

O show do Aeroplano ao mesmo tempo que absorveu aos resistentes de uma quarta-feira cortando a noite, foi dotado de uma certa leveza. Era pra gente que só queria ficar de boa curtindo uma baladinha e pra gente que tava afim de um rock’n’roll, uma pegada Muse. Soube como se encaixar em meio ao fim de noite combinado ao estado de comemoração em que nos encontramos.

E à procura da identidade do interior paulista, o ENEA Bauru apresentará a cidade aos estudantes de arquitetura do país no mês de julho. Ou pelo menos, um espírito dela. É, essa cidade é mesmo um filme B. Só pode ser.
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Extremamente barulhento

4 de abril de 2011
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Olhando pra minha cachorra busco inspiração para fazer o texto sobre a noite de ontem.
Penso em todas as coisas que não podem ser ditas em palavras. Foi uma noite pesada.

Enquanto alguns assistem o Faustão, aqui estamos nós.
Mais uma vez, no Jack bar, com um copo de bebida na mão e algumas idéias na cabeça.
É um domingo bonito, como todos os outros.
Hoje é dia de mais uma 'Noite Fora do Eixo ao Extremo'.
Um espaço bem interessante para as bandas mais podres, como diria o 'Nardi', guitarrista da 'Almighty Devildogs'.
É a segunda edição do evento.

Antes do barulho começar, colei lá no camarim e troquei idéia com os caras da 'Plague Remains'.
Eles são de Bauru mesmo, curtiam a noite no Jack.

'É difícil achar lugar pra bandas pesadas, antes rolava lá no 'Pangea', no 'Under', ou no máximo no 'Área'... Hoje em dia tá mais complicado'.

Os caras fazem só músicas próprias ainda, concordo com eles que é foda achar espaço.
É o velho ditado...‘Pra cena acontecer, você deve fazer a cena’.
Essa foto aqui foi tirada do Myspace da banda.
Sobre o som disseram:

'Algumas músicas não têm solo sabe... Mas que se foda também'.
'Que solo o que?... Pra mim, solo é aqui no chão'.

O show foi pesadíssimo.
Víamos os cabeludos sacudindo a cabeça ao som de um death metal infernal.
Me lembrou os antigos festivais de moto que eu colava quando era mais novo.
Tava até sentindo o mesmo gosto de cachaça na boca.
Saudades brutal porra.

Os malucos do 'MUGO' chegaram e já foram para o camarim.
Lá, trocamos uma idéia bem esfumaçada.
Falávamos sobre 'covers'.

'Não curtimos fazer covers... A galera sempre pede no show, mas nós evitamos. Fazemos no máximo umas versões tal. Uma vez, fizemos de uma música dos Beatles, hahahaha'.

Lembro de ter encontrado os caras em turnê, lá em Bragança Paulista.
Segundo eles, o show dessa noite é o último da viagem.
Depois de vinte dias, voltarão para Goiania, terra natal do 'Mugo'.

- Aceita um gole da bebida?
- Não mesmo, tamo a vinte dias nessa loucura dessa viagem. Tô dando um tempo aqui que tá foda.

O show foi do caralho.
O som dos caras ao vivo é muito bom.
Eles já tocaram com nomes como Sepultura, Cólera, Devotos, Exploited, Confronto, Claustrofobia, Helmet, Korzus, Musica Diablo, Krisiun...
Haja garganta viu... Gritaria infernal mesmo...
Barulho fino que impulsionou os malucos a fazerem um puta de um bate-cabeça em frente ao palco.



O som foi um soco no ouvido de todo mundo ali.
Olho e vejo os malucos do enxame batendo cabeça sem dó...
A direita, vejo o Japa tirando umas fotos pá...
Aliás, essas fotos que eu usei no post são dele.
Doideira...
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Modestamente, 'The Almighty Devildogs' subiu ao palco, afinal de contas, seriam a banda mais leve da noite.
Alguns pequenos problemas com o sampler atrasaram um pouco o começo do show.
Quem é o idiota que tava no sampler?
Cabo C ta quente?
Como de costume, abriram o show com 'Plano 9'.
A galera pirou mesmo no som.

Víamos até baquetas voadoras estraçalhadas no ar.
Uma verdadeira loucura.

Após alguns dias de turnê, a banda exalava o sentimento 'lar doce lar'.
Foi tamanha alegria que eles estenderam a apresentação e acabaram tocando 'Batman', uma versão muito doida.
'Os caras tavam mais loucos do que o Batman... Isso sim.'
Tocaram até 'Miserlou'. Do caralho...


E foi com o uivo dos cachorros do inferno que a festa se encerrava lá no Jack Bar.
Dessa vez, nem ví o Raul Seixas, mas sabia que ele estava lá...
Mandando um abraço para todos os que leram esse texto até o final e um abraço para todos os outros também.

por João Paloso?
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Fotos Noite FDE ao Extremo #2

Fotos da MUGO e da The Almighty Devildogs na Noite Fora do Eixo ao Extremo 2:



Fotos por Diogo Azuma
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Seleção de fotos do GR Bauru 2011

1 de abril de 2011
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Hey!! Há duas semanas atrás começava o Grito Rock Bauru 2011.
Se liga na seleção de fotos que o E-colab preparou!

1º Dia



2º Dia



3º Dia


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Grito Rock Bauru 2011 - Último Dia

25 de março de 2011
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Domingo, dia 20/3, o Grito Rock aconteceu no Jack Pub, com entrada gratuita e mais 4 shows, além de performances da Embaixada de Marte. Acompanhe.





captação: Carolina Simonassi, Flávia Battistuzzo e João Guilherme Perussi
edição: Diogo Azuma
repórter: Guilherme Oliveira da Silva
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Rock 'n roll and 'drag music'!?

20 de março de 2011
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Panelaço, duas guitas, um baixo, um teclado, percussão, batera, várias vozes, um trompete, um trombone e por aí vai! A banda Lisabi acabou de tocar aqui na última noite do GritoRock. Os campineiros vieram com tudo pra impressionar a galera. E foi o que aconteceu. Eu passei o show todo me perguntando como eu definiria o estilo deles... eu resolvi não arriscar! Qual o estilo de vocês? "A gente toca drag music! E fomos influenciados pela música latina, pelo jazz classico que ouviamos com nossos pais e pelo punk rock da adolescência", me "explicou" o percussionista em meio a risos!! Então tá, assim é Lisabi!


Uma verdadeira "suruba de som" como bem disse meu amigo Guilherme Debuenas! Rolou 40 minutos de ska, rock pesado e até uma palinha de tecnobrega, se assim eu posso definir certos 30 segundos no meio de tudo aquilo. Foi foda. A banda arrebentou com muita qualidade de som. Tudo muito envolvido.


Os caras estavam fazendo o que, com certeza, fazem no porão de suas casas, enquanto ensaiam. Pulos, surtações, instrumentos mil, cada hora um que aparecia mais forte. Foi insano! Até que... até que o que? Quando tudo parecia no limite, o baixista deu um show de piração, resolveu largar tudo no palco, subir nas caixas de som, enfiar o ouvido numa delas e sentir o som da sua banda que continuava insana no palco reproduzindo um som frenético... é teclado, panelaço, guita, batera, guita, batera, panela, batera, metal, grito, aaaahhhhhhhhhhhh que loucura!


Eles conseguiram o que queriam, a galera resolveu entrar no surto da banda. Bate cabeça não faltou! Os caras não querem aliviar nada, e não é pra aliviar mesmo, todo mundo queria se surpreender mais ainda. Paradas pra um sonzinho leve e a evolução da batida pendendo pra um ska seguido de um rock mais pesado sem perder a presença dos metais incríveis que ouvi naquele palco. Eles misturam tudo! Foi bom, foi foda demais, e pra não perder o estilo, a banda terminou se jogando literalmente no show, no palco, na galera. O GritoRock tá enlouquecendo todo mundo por aqui. Eu quero mais é ficar rouca!




Fotos: Diogo Zambello
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Cobertura fotográfica do Grito Rock Bauru

O pessoal é ligeiro! Clicando e subindo... A cobertura fotográfica atualizada de segundo em segundo ta nesse link aqui Fotos do Grito Rock Bauru 2011
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Grito Rock Bauru! Segundo dia

Dá só uma olhada no que rolou no segundo dia de Grito Rock Bauru no Jack Pub! O Diogo Azuma fez umas fotos, vê aí.


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Muito mais que um maracatu progressivo


A galera por aqui tá insana! Loucura é a palavra que eu resolvi usar pra definir esse show. A banda de Curitiba, A Quarta Parede, apareceu. Muito som progressivo, uma mistura frenética de estilos variados. Como eles se definem? "Do Cartola a Pantera" por exemplo. E eu nem sei explicar tudo isso. A casa tá cheia demais. E tudo o que a banda mostrou foi muita personalidade.



Um som singular. O batera fez qualquer músico que os assistia pirar. E pirou mesmo. Uma virada melhor que a outra. "Foi inspirador!" Sabe pra que? Pra a galera na frente do palco que resolveu rodar a cabeça, se jogar, falar o que tiver vontade, gritar demais. Sendo uma amante dos baixistas (amante de sua arte, é claro! ;) ), não posso deixar de falar do estilo do Gladson Targa, ele nasceu pra tocar baixo. Não fugindo disso, ele mostrou porque rodou 300 e poucos quilometros pra tocar hoje, aqui, em Bauru.


A cantora e flautista, Natalia Bermudez, entrou tímida e se soltou ao longo do show... ela viu que a galera queria mais e mais e resolveu dar tudo de si. Da timidez até ao "remelecho", deu pra ver uma requebrada empolgada com tudo o que tava rolando na sua frente. Se eu posso dizer um pouco sobre o dono do violão mais frenético da noite, Fabio Sexto, diria que ele sabe como animar um show. Uns efeitos planejados ou não, mas incríveis. O cara tocava de boa demais, e bem demais também!



Foram mil cabeças rodantes, muito barulho! Taís Capelini, mais conhecida por aqui como "Plets", foi, a meu ver, quem fez a platéia se soltar. A frase que eu mais ouvi dela hoje foi: "Se joga, sua linda". A partir disso, ela trouxe todo mundo pra pirar com ela. E todo mundo pirou. É pra isso que tá rolando o Grito Rock!



Pra ouvir muito e muito mais da Quarta Parede: http://www.myspace.com/aquartaparede

Fotos: Diogo Zambello
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Grito Rock Bauru!

E foi mais ou menos assim o primeiro dia. Saca só essas fotos feitas pelo Vitor "Vitinho"Garcia.

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“I’ve got a rock’n roll“ and you too

19 de março de 2011
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E como bem disse Leo Couto, “amanhã vai ser outro dia”, o grito não parou de soar não


A Supersonica entrou no palco e a galera levantou pra ouvir a última banda da primeira noite do Grito Rock 2011 de Bauru. E era a primeira banda da cidade a se apresentar. Nem preciso falar do potencial que os caras têm. Trouxeram fãs e até quem não os conhecia pirou no som. “Cara, você não sabe o que a gente faria com eles no Rio. Esses caras tem que aparecer para o país”, era a primeira vez que o produtor artístico da banda Fleeting circus, Gabriel Zambrone, ouvia a Supersonica.

Eu ia assistir ao show, sentar e escrever dois ou três parágrafos que definissem o que foi que os quatro fizeram no palco, mas não vai rolar porque tem muito mais do que isso para falar. O baixista Marcio Lanzarini sentiu todas as músicas como se fosse a última do dia. As expressões estampadas na cara dele eram muita vibração. Eu nem vou começar a falar muito do vocal/guita Leo Couto, vou deixar isso pra depois que o grito acabar. O batera Euler Rock mandou bem demais nas viradas. Principalmente na música dedicada “ironicamente” aos que gostam de trabalhar. Leo Couto juntou num mesmo discurso o Islã, o comércio de Bauru e os “trampos” injustos. Mas como eu prometi que não vou me aprofundar demais hoje, eu deixo isso também pra outro dia.

Os caras tocavam e a galera acompanhava. “Always”, “Gabriel”, “Isabella”, entre tantas outras. E quando parecia que a noite já tinha parado (o DJ já estava discotecando) o público não quis sair da frente do palco não. A pedidos do guita Rica Nogueira, o DJ parou. O guita então chamou a galera para um bate cabeça. A trilha sonora do rolê? Nada menor que um RATM. É lógico que o público pirou “killing in the name of” rock ‘n roll!

Primeira foto: Diogo Zambello
Segunda foto: Vitor Garcia - Vitinho

Pra ouvir o Supersonica: www.myspace.com/supersonicarock
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Aroma de sangue

Os coiotes acabaram de sair do palco. No ar, um cheiro de sangue...
O show acabou de acabar cara! Bem louco, se pa, a banda mais da hora da noite...Acabei de trocar uma idéia com uma mina amiga minha, a ‘Gina’, ela falou que não curte som pesado...Porra, você não consegue sentir a energia, não? Perguntei pra ela...


Os caras vieram de Belo Horizonte. Tocaram um pouco do seu repertório de músicas próprias... Pesadas... Sujas... Se a minha mãe visse o show, ficaria inconformada... Hahaha. E pensar que o filho dela tá aqui escrevendo um texto sobre isso.... Loucura total...

Mataram o show com um cover muito doido do AC/DC, ‘TNT’. Explosivo memo...
O guitarra até desceu do palco e ensaiou um ‘Duck Walk’ à la Angus Young...
Tocaram fogo na bomba mesmo... E é isso o que eu também vou fazer agora...



A próxima banda já vai subir no palco ae... Então, falou pra vocês!

Quer ouvir um som dos caras? http://www.myspace.com/coiotessa

Primeira foto: Vitor Garcia - Vitinho
Segunda foto: Amandla Rocha
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"Boa noite, Bauru!" com sotaquinho Carioca- Fleeting Circus


Entre gritos, trocas de guitarra e sotaque carioca

A Fleeting Circus abriu a primeira noite do Grito Rock no Jack Pub com um trio. A banda originalmente de 4 membros se apresentou sem o seu atual baixista Pedro "The Zakkman" e a ausência não passou despercebida. Com duas guitarras e bateria os garotos entre 19 e 21 anos mostraram um som com influências claras e (segundo eles, sem meu consentimento) um som psicodélico.

Entre um cover inesperado e surpreendente de Bob Marley – Redemption Song - e singles óbvios a la Foo Fighters e Audioslave a banda apresentou empenho, um suor repentino e balanço nas suas onipotentes e longas franjas .

Depois de uma rápida crítica ao funk e pagode cariocas num demonstrado ressentimento, Tairã mostrou como se orgulha do Rio também ser do Rock’n roll.

"Mas o que aconteceu com o baixista?". Não me contive. Abordando o guitarrista Rodrigo descobri que o o questionado estava "numa semana ruim"e que só avisou que não viria a Bauru de manhã, na iminência de 11 horas cansativas de viagem de carro.

"A gente até tinha outros baixistas pra convidar, mas 6 da manhã nem rolava.Sacô?!" (Imagine essa frase falada por um carioca nato). Rodrigo também me contou que na verdade ele, seu irmão Daniel e Tairã são a banda de sempre e que de baixistas já tiveram vários.

Conclusão: que sem baixo falta uma batida, uma marcação não se pode negar, mas é de se admirar um show feito sem ele e um triângulo se apoiando bem nos seus vértices.

Continuemos. O Grito só tá aumentando!

A banda:

Tairã Frota- Guitarra e Voz

Rodrigo Neves - Guitarra

Daniel Neves - Bateria



Mais sobre o Fleeting Circus :

http://www.facebook.com/pages/Fleeting-Circus/191600084205046

http://www.myspace.com/fleetingcircus

Foto: Vitor Garcia- Vitinho

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Noite Desconexa

13 de março de 2011
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Eram vestidos que mudavam de cor toda vez que os mesmos olhos o encontravam de novo. Luzes confundindo olhos. Era gente batendo o pé, tentando acertar o ritmo e gente fazendo batuques imaginários – grandes batuques, aliás. Gente se esforçando pra perder a voz depois de cada música. “Música boa, gente boa, tudo de bom!”, definiu bem alguém que estava lá.


Madrugada a fora, a Duque é de ninguém. Tomada por lojas, postos de gasolina e muito movimento, nessa hora ela é esquecida. Deixada à mercê da escuridão, a vastidão de uma avenida infinita. Fervendo de jovens estranhos do lado de fora e de estranhos conhecidos do lado de dentro do Jack, em mais dessas noites fora do eixo.


E aquela discotecagem pra dar uma aquecida e depois pra continuar no pique de festa? Árido Groove. Um coletivo de quatro pessoas que às vezes recebe uma mãozinha participativa dos amigos na discotecagem. Léo, Lelão, Slot e Segal estão desde 2007 se reunindo e se revezando pra tocar um som e fazer a galera curtir um agito.


Cada um mais envolvido nos seus gostos, num tipo de som, algo mais puxado pra isso, praquilo ou pra um eletrônico, como o Léo que tava representando o Árido Groove na Nona Noite Fora do Eixo na companhia do Segal. Mas o que vem reinando mesmo hoje por aqui é a música brasileira. “Como a gente é um grupo de 4, às vezes 5, pessoas dá pra fazer uma discotecagem da hora. Eu e o Segal curtimos mais um som brazuca comtemporâneo, o Lelão um brazuca mais antigo, mais samba. E juntos a gente vai pesquisando, tocando e criando a nossa identidade pro Árido Groove”, vai me falando o Léo quase sem desgrudar os olhos do equipamento, encaixando músicas, mexendo nos botões e voltando o olhar aos poucos pra conversa entre uma música e outra. É o Léo das antigas da Tijuca, aquela do taco na sala, o escrito “Tijuca” no vidro da frente da casa em branco e quintal mais que conhecido e lotado do pedaço. Velha Tijuca que passou do Morro à Barra, mas que não abandonou as festas, ainda faz o som delas acontecer.


“Começamos a fazer discotecagem em repúblicas, mas agora com o Fora do Eixo é mais uma galera que a gente consegue trocar idéia, fazer a festa junto”. E de boas e bombásticas festas, ouvi dizer, que a Velha Guarda da Tijuca sabe bem o que é.


A macacada que entrou primeiro enlouquecendo todo mundo só deixou espaço pra um cover, “Jorge Maravilha”. Também, depois da turnê por Minas, eles estão acelerados, tocando com mais vontade do que eu jamais ouvi eles tocarem. E como foi a turnê? “Demais. Mais ainda não terminou. Hoje ainda é turnê”, me diz animado o baterista deles, Eduardo ‘Cambota’ Porto um pouco antes de entrar pra tocar. E o que aguarda esses meninos no palco a seguir é uma platéia sedenta por Pé de Macaco.


Separados pelas férias, por essa turnê, faz um tempo já que não vemos – acho que não é exagero dizer – a melhor das nossas bandas universitárias tocando.


Lançamento do EP. As músicas levam todo mundo lá pra frente do palco, eles implantam uma vontade de querer se envolver. Todo mundo quer chegar mais perto. Todo mundo quer rever a Pé de Macaco.


E a última música parece que uniu o espírito do grupo sem eles mesmos perceberem, os quatro integrantes, o baixista arrasador de gaita Lucas ‘Pudim’ Martini, Arthur ‘Brisa’ Rômio numa camiseta vermelha e com um chapéu doando toda sua atenção à guitarra, Felipe ‘Sagüi’ Maia com um sorriso de satisfação no rosto e Cambota, meia sombra lhe cobrindo a face. Os quatro de olhos fechados compenetrados na música, em plena sintonia.


Depois disso, claro que deixaram um gostinho de “quero mais” pelo ar no Jack.


E o Marco Nalesso & Big Bang Band tinha músicas com letras no seu EP, mas preferiu mostrar todo o seu talento e repertório instrumental. O som era meio tudo, não dava pra definir ao certo o que era, senão uma mistura contagiante que ia levando todo mundo no balanço de cordas e no bater dos instrumentos. Eram tantas musicalidades se aflorando que atacou a todos.


Dava pra perceber que eles, vindos de São Paulo, estavam se sentindo em casa e conseguiram se entrosar com quem estava lá ouvindo. A conexão banda-público rendeu, Marco Nalesso & Big Bang Band não deixou o palco tão cedo.


Não, não deixaram mesmo. Agora eles querem a Pé de Macaco lá em cima com eles. E a festa continua. Tantos músicos assim, tocando com tanta energia, é coisa bonita de se ver e coisa boa de se ouvir. Não importa que horas sejam, ninguém quer ir embora agora. É sempre cedo pro que se flui dessa maneira.


“Massa fera” e outros elogios lotaram a noite e foram sendo colecionados. Não vi ninguém que parecia nem se quer mais ou menos insatisfeito com a programação. Sinceramente, não sei se eles podiam ter curtido mais a noite, foi arrebatadora em todos os seus momentos.


Discotecagem neles, Árido Groove, que ainda tem noite pela frente!

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