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La Burca: o pós-punk folk do interior

7 de julho de 2014
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Texto: Keytyane Medeiros
Imagens: Divulgação

Uma palavra e pouco sentido num primeiro momento: pós-punklore. Essa palavra misteriosa, curiosa ou propositalmente, tem muito a ver com a banda que a criou. Segundo Amandla Rocha, vocalista do duo La Burca, pós-punklore é uma mistura de pós-punk e folk. “Simplão”, responde a moça de cabelos escuros e sorriso largo.


Confesso que a primeira vez que ouvi a banda, lá no começo do ano passado, nas seletivas para o Grito Rock 2013, achei o estilo muito diferente e destoante do que normalmente é genericamente conhecido como “rock”. E o show foi muito louco, uma verdadeira experiência sensorial com a música, assim, ao vivo, na lata, ou melhor, no Jack Music Pub. Sensorial mesmo, saca? De estar no show e não distinguir bem o que você tá ouvindo do que você tá vendo no palco, o som em fusão com a performance da banda. Em algumas entrevistas, Amandla e Lucas dizem que tiveram a idéia para o rosto que é a espécie de logo do duo ao desenhar os rostos de ambos com traços soltos e depois fundi-los numa imagem só. Acho que essa imagem casou bem com a proposta do duo. Não é fácil definir e encaixar em um gênero o som da La Burca, mas é possível saber que é a La Burca só de ouvir.

Pensando em pós-punk com bandas como Joy Division, Bauhaus e Public Image Limited, típicas do final da década de 1970, senti falta do sintetizador pesado nas composições. O violão elétrico é bastante marcado e, acredito eu, seja fruto da influência folk. Mistura interessante, sensorial. Amandla nos conta que o duo com Lucas surgiu em 2011, mas que os ensaios mais comprometidos, engajados com o projeto só começaram a partir do ano seguinte. Sobre o surgimento, a vocalista destaca sua inspiração, “eu havia acabado com a Kaspar Horse (banda guitar-noise) em 2011 e queria testar outras composições e sonoridades. Além de reaproveitar e reinventar algumas. Eu tinha muita música ‘parada’, sem uso, que não conseguia usar nas bandas em que já toquei. Então, a princípio, queria algo mais folk e acústico, comprei um violão elétrico e chamei o Lucas que tava parado. E começamos a ensaiar”, afirma.

Amandla sempre foi compositora, desde criança e também participou de várias bandas ao longo de sua carreira como música, jornalista e fotógrafa. Foi baixista na Kaspar House e Autoboneco, que também tive oportunidade de conhecer em 2012. Porém, como tem vocação para o experimentalismo, coisa que fica evidente em todas as faixas do CD de lançamento da La Burca, Amandla precisava mudar. 

“Eu estava cansada da pegada noise em que persistia e queria outro lance, encarar o violão. Sempre toquei baixo nas bandas, e embora adore tocar as quatro cordas, estava na hora de assumir meu lado compositora-violeira.” Com composições em inglês e português, o CD é bastante redondo, trazendo também variações melódicas entre uma faixa e outra, coisa muito difícil quando a gente pensa no mundo repleto de indie music de hoje. Pensando em mesclar “o lado mais visceral e mais calmo das canções” e o minimalismo que as composições exigiam, a La Burca é um duo intimista até e talvez daí, o entrosamento marcado entre Lucas e Amandla no palco em tão pouco tempo de estrada juntos.


Com mais um álbum em andamento, o duo agora aposta numa setlist mais variada, com canções antes guardadas e que agora estão sendo testadas, experimentadas nos shows. A previsão é que até o fim do ano saia o novo CD, mas a certeza é que muito em breve o clipe da música instrumental “Diário de uma sombra” já esteja no ar. Tocando mais pra fora do que dentro da cidade de Bauru, a La Burca já está fazendo o seu público e conquistando outros! Em agosto, o duo vai abrir os shows da banda espanhola de pós-punk Belgrado, em São Carlos. 

Amandla e Lucas estão consolidando seu caminho com o seu duo de nome e estilo diferentes, enigmáticos e enérgicos. E se ficou com gostinho, não precisa se preocupar, eles vão tocar no Arraiá das Mina no dia 20 deste mês, mas você pode ouvir o CD completo da La Burca, acessando o perfil no TNT.Art aqui, pelo canal do Youtube ou acompanhar o duo pelo Facebook!
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Cinema Independente: O Rap pelo Rap

28 de abril de 2014
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Por Keytyane Medeiros
Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal

Passei alguns dias pensando em como escrever sobre algo que já vi, mas que sei que existe uma expectativa grande em torno dele. A minha expectativa foi - muito positivamente - vencida, alguns meses atrás.

Conheci o documentário “O Rap pelo Rap” antes por uma razão simples: Pedro Henrique Fávero, diretor e idealizador do projeto, apresentou o doc. como TCC, Trabalho de Conclusão de Curso de Rádio e TV na Unesp Bauru, no início de 2014 e fui lá dar uma espiada no trampo.

Produzido entre 2012 e 2013, O Rap pelo Rap contou com a participação e declarações de mais de 40 rappers, MCs e produtores musicais. Estão lá desde os mais antigos como Sandrão (RZO), KL Jay (Racionais) e Dexter até artistas mais novos como Criolo, Shawlin e RAPadura Xique Chico. O doc. também aborda as mulheres na cena Hip Hop, representadas por Lívia Cruz e Carol Konká - um número pequeno, é claro, mas pra falar das mulheres no Rap, seria preciso um outro doc. - e  finalmente, o documentário de Fávero chega à caras de peso na indústria fonográfica independente no Brasil, como Nave Beatz e Daniel Ganjaman.

Pedro Fávero. Diretor, roteirista e idealizador.
Pedro se propôs a nos “mostrar como o Rap é heterogêneo. Que não cabe em rótulos, que muda com o tempo, mas que ao mesmo tempo tem muito a falar e questionar sobre ele próprio”, afirma. Inspirado em Eduardo Coutinho e em outros documentários e filmes do cenário independente, como Mestres do Viaduto e Mr. Niterói, “O Rap pelo Rap” tem um formato próprio. Não conta a história do rap no Brasil dos anos 90 ou 2000 pra cá, através da trajetória de um artista, mas se propõe a dar voz para que os principais ícones e nomes do rap nacional possam expor o que pensam justamente sobre o rap nacional.

Ao colocar vários ícones do movimento hip hop em destaque, o documentário, naturalmente, traz falas que dialogam entre si e outras que se colocam em oposição, como no tópico “A revolução será televisionada?”, que fala sobre a relação do rap com a mídia. E aí que mora a beleza do negócio. Não gera a polêmica de quem está certo ou quem tá errado no rap, são opiniões divergentes, apenas. O próprio diretor destaca que “esse formato se encaixa bem no formato do rap, que não tem um artista referência e sim vários, com diversas opiniões”.

A equipe que realizou essa empreitada com o Pedro era reduzida também. Produzido de modo colaborativo, as entrevistas do doc. eram feitas com uma ou duas pessoas e alguns amigos ajudaram com a identidade visual do projeto. Só com o rascunho do roteiro em mente, pouca grana e uma câmera na mão, o projeto começou. As entrevistas foram feitas em Bauru e em São Paulo e só a edição durou 6 meses. Não me lembro algumas coisas daquela banca de TCC – os professores doutores costumam falar muito – mas lembro que Pedro disse que se viu obrigado a reduzir 6h de material em 73 minutos de vídeo.



“Tentei organizar a edição de forma que ficasse interessante de assistir, com ganchos, falas contraditórias e concordantes entre si, momentos de descontração... pois ficar mais de uma hora ouvindo pessoas falarem pode ser muito maçante”, ele conta. Realmente deve ser chato, mas dessa vez não foi.

A estréia vai acontecer essa semana, no Festival Internacional de Documentários Musicais – IN EDIT BRASIL, no Cine Olido e na Matilha Cultural (abaixo mais info!). Mas ainda vai demorar um pouco para podermos vê-lo pela telinha do PC, O Rap pelo Rap só vai ser lançado na internet em 2015, pois agora o foco está nos Festivais de cinema independente.


Até lá, Pedro tem lançado teasers pela página do Facebook/O Rap pelo Rap e outras redes sociais. Os teasers com o GOG, Mano Brown e Neto (do grupo Síntese) tem recebido bastante atenção entre os fãs do rap e foram publicados em páginas como Rap Nacional Download, Vai ser Rimando e Noticiário Periférico.

Seja como for, muito provavelmente irei ver o doc de novo em São Paulo e deixo aqui, o máximo que posso dizer sobre ele e a impressão de que o cinema independente nacional ganhou mais uma importante e inovadora peça.



***A programação completa do In EDIT Festival você pode acompanhar neste link.
Preparem as pipocas e o refri! 
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Mão de Onze. Não, não. Meu nome é Mão de Oito

12 de julho de 2012
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Banda paulistana lança CD com participação especial de Emicida e Kamau 

Por Keytyane Medeiros 

Mão de Oito podia ser só mais uma banda sem identidade musical e que oportunamente recebeu o apoio de estrelas do rap nacional, mas, felizmente, é bem mais do que isso. O que chama atenção no grupo paulistano é justamente a originalidade de suas composições românticas e animadas. A banda, em breve, lançará seu primeiro álbum oficial “Um Dia Que Já Vem” e já conta com a participação especial de Kamau e Emicida. 


Foto por André Marques Albuquerque

Segundo o guitarrista Tomaz Toca Mamberti, a banda começou por diversão, resultado do hábito de reunir os amigos para ouvir e falar de música no grêmio da escola onde os rapazes estudavam. O nome curioso surgiu numa emergência e foi inspirado no jogo de truco. “Tínhamos um show marcado num festival e precisávamos de um nome. Entre várias ideias ruins, surgiu 'Mão de Onze'. Como éramos em 8 na época, sugeri 'Mão de Oito', aí ficou!” 

Engana-se quem pensa que o som da banda restringe-se unicamente ao pop romântico. Um dos carros-chefes desse novo CD chama-se “Beats” e conta com a participação especial de Kamau e Emicida. Na canção, o tom suave do vocalista Cohen marcou o pop feito pelos meninos do Mão de Oito, enquanto as mixagens típicas do hip hop ficaram sob a responsabilidade dos rappers paulistanos. Toca afirma ainda que a contribuição artística entre os músicos é mútua e já existe há algum tempo, “os dois [Emicida e Kamau] são grandes amigos nossos, faz tempo. Eu e o Cohen já participamos de músicas do Emicida que estão nas mixtapes ‘Pra quem já mordeu um cachorro....’ e ‘Emicídio’. Temos muitas afinidades, então essa parceria foi muito natural.” 



O primeiro EP da banda foi lançado em 2008 e de lá para cá o público têm crescido consideravelmente. A banda já tocou em importantes casas de show da capital paulista, como Studio SP e Espaço Arcoverde. O primeiro disco do Mão de Oito deve ser lançado pelo Selo Laboratório Fantasma, propriedade do rapper Emicida. 

Segundo Toca Mamberti, a principal inovação deste CD está na utilização de outros recursos musicais ainda não explorados pela banda, como o uso de metais e piano. “Tivemos muito cuidado com a sonoridade, timbres, arranjos, por isso chamamos o Ganja pra produzir.” O produtor Daniel Ganjaman é conhecido por dirigir álbuns recentes como “Nó na Orelha” de Criolo e “Alegria Compartilhada” da banda Forfun, além de produzir os discos clássicos "Nada como um Dia Após o Outro Dia" dos Racionais MCs e "Rap é Compromisso" de Sabotage. O primeiro single do Mão de Oito a ser lançado ainda este mês será “Acorda”, realizado em parceria da cantora baiana Marcela Bellas. 

Foto por Carlos Careca


Com composições próprias, produção de peso e apoio de importantes artistas do momento, o som oferecido pelos rapazes do Mão de Oito não decepciona. Suas influências vão desde a MPB dos anos de 1970 e 1980, como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jorge Ben até clássicos do rock como Jimi Hendrix, Rolling Stones e Led Zeppelin. 

Canções como “Vim” e “Que tal?” revelam um romantismo que já não se ouve com tanta facilidade por aí. Diferentemente de outras bandas da cena pop nacional, as canções do Mão de Oito apregoam e despertam a suavidade de amores que não necessariamente machucam, mas nem por isso fazem bem ao coração. Não se trata de vocais chorosos ou gritados, muito menos de arranjos ensurdecedores. O som do Mão de Oito é leve, rítmico e o mais importante, é romântico sem ser meloso.

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Vestígios de música

3 de julho de 2012
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Por Aline Antunes

Sexta-feira acordei pra lá do horário. Só lembro do conhaque e tudo rodando! 

Era cinco da tarde, tinha um João, um gira-gira e um violão. 



Eu estou falando do Projeto Cinco Dias. São cinco artistas, cinco vídeos e cinco lugares diferentes da pequena Pedra Chata, Itapeva – SP. 

A idéia surgiu com uma galera que quer renovar a cena cultural da cidade, e juntando uma câmera, vontade, música e lugares especiais, Cinco Dias nasceu. 

A equipe vive num lema “Baixo Custo”, são vídeos sem muitas produções, apenas com os reajustes necessários para mostrar de uma forma clean a beleza e conteúdo dos músicos locais. 


Foto por Ana Raquel


Do total de cinco artistas convidados, dois já gravaram e estão com seus vídeos rolando por aí. O primogênito do projeto foi Sessão das Dez, de Henrique Tinho com seu Ukelele e a Biblioteca Municipal. João Arantes, que já é figurinha carimbada da música na cidade, trouxe Vestígios e o parque da Cecap. 

A música “feita em casa” não agrada a todos, e certamente não chegará aos ouvidos de muitos, até mesmo de alguns vizinhos, mas está aí um exemplo do rolê independente e da música autoral. Está rolando em todo lugar, só precisamos parar para ver, e ouvir! 

A dica que fica é: se tomou conhaque não veja João rodar! 

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Rap, Samba e Reggae

2 de julho de 2012
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Por Keytyane Medeiros 

Talvez o título de um CD nunca tenha combinado tanto com o conteúdo das gravações quanto “Poético, etílico e ritmado” da banda Casa di Caboclo. Classificado grosso modo como hip-hop, o som dos paulistanos tem muito de samba de raiz e reggae brasuca. A banda, comandada pelo Mc Crespo, é composta também por Osmar Sorriso (sambista), DJ Rodrigo, Neto Oliveira (bateria), Danilo Viana (baixo), João Nepomuceno (guitarra) e Saulo Martins (teclado). 


Foto por João Bolan


Existente desde meados de 2005, Mc Crespo nos garante, no entanto, que o grupo já passou por inúmeras formações até chegar à harmônica composição atual. Nos conta ainda que a miscelânea de estilos musicais não foi uma escolha premeditada, mas o resultado da coesão das preferências musicais dos integrantes do Casa di Caboclo. 

MC Crespo. Foto por Jess Penido.
Filho de compositor consagrado pela escola da Mocidade Alegre, Mc Crespo não nega a forte influência que recebeu, “praticamente nasci e vivi em quadra de escola de samba”. Apesar disso, o primeiro CD da banda leva um tom mais grave, músicas como “Respeito” e “Se lembra” têm marcações rítmicas típicas do hip hop brasileiro, nas quais a presença do samba é mais sutil. Para o estudante de Engenharia Civil da USP, Steffano Steves, o uso de outros instrumentos pouco comuns ao rap como o piano na música “Tempo” deixa as canções mais bonitas e representa a “tentativa de trazer outras pessoas para ouvir esse estilo de música, já que muita gente ainda tem preconceito”. 

Uma das mais belas canções do novo álbum ,“Dona do Barraco”, conta a história de um jovem apaixonado, mas que não tem coragem de se declarar, por isso afirma logo de início “Quando eu tiver com a minha cuca cheia de cachaça...Te arranco dessa roda te ganho na raça. Te levo pra ser dona do meu barracão”. Estes versos deixam evidente a proximidade das novas canções com o romantismo do samba de raiz. No entanto, ao contrário do que se poderia esperar, a mistura das letras sentimentais com as melodias animadas do reggae brasuca deu ao trabalho de Mc Crespo uma cara jovem, animada e cativante. 

O vocalista nos conta ainda que a diversidade de temas é importante para contemplar os diferentes estados de espírito que o ser humano passa ao longo dos dias. Por esta razão, “é preciso estimular a crítica, mas também estar disposto a descrever as coisas positivas.”. De fato, crítica social não falta a este álbum do Casa di Caboblo. Canções como “O Pagador de Promessas” estimulam esse senso dos ouvintes, pois alertam que, apesar de lutar pela realização de nossos sonhos, não podemos esquecer de que devemos combater a corrupção dos colarinhos brancos, com força e paciência. 

Com um som que não é rap, mas também não é samba, o nome da banda está intimamente ligado à mistura de estilos musicais que influenciaram o grupo, que vão desde clássicos como Nelson Cavaquinho até o grupo contemporâneo Public Enemy. O nome em si, foi escolhido por fazer referência a uma das principais obras de Wilson Simonal, “Nem Vem Que Não Tem.”. 

Carregado de charme e suingue musical o novo CD dos meninos do Casa di Caboclo, traz beleza e suavidade até mesmo no título escolhido, “Poético, Etílico e Ritmado”. Mc Crespo explica, “Ritmo e Poesia são os princípios do rap e é no bar onde o samba acontece. A cultura do bar é riquíssima. Não merece ser marginalizada.”. 

Dentre os planos futuros da banda, está uma turnê de shows a ser realizada em parceira com a Casa Fora do Eixo. Nos dias 3 e 7 de julho a banda deve ser apresentar na capital do Estado, nas casas de show, Clash Club e Tapas Club Augusta, respectivamente. Resta agora torcer para que a nova turnê chegue também a Bauru.

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Era uma vez... Comadre Fulozinha

18 de junho de 2012
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Por Luana Rodriguez

Divulgação
Reza a lenda que Comadre Fulozinha é um ente mitológico, que vive na floresta e esta sempre pronta pra defender o meio ambiente. Reza a lenda pernambucana também que ela é uma guardiã da mata e que desaparece sem deixar rastros. 

Lendas e crendices a parte, Comadre Fulozinha é também uma banda. Formada essencialmente por mulheres, o grupo, pernambucano (como a lenda), tem em sua raiz a música nordestina e mistura ritmos como coco, baião e ciranda. As moças que saíram do nordeste para o mundo (já foram pra Canadá, EUA, Bélgica, Suíça e França,) tocam instrumentos como bombo, zabumba, congas, djembê, ilú, saxofone, cavaquinho, violão e rabeca. 

Formada no ano de 1997, a banda já lançou dois CD’s, o primeiro, em 1999, com o nome da própria banda, e o segundo, em 2003, chamado "Tocar na Banda". 



Além disso, as meninas já participaram da trilha sonora da peça “Os Sertões”, dirigida por Zé Celso, no Teatro oficina, e se apresentaram no Fórum Social Mundial de 2003. 

A música das meninas, pode não agradar a todos os tipos de públicos, mas quem agrada? O interessante é notar que o som delas mostra, claramente, a influência nordestina e, talvez por isso mesmo, mostra personalidade. 

Pode ser mesmo que o nome da banda tenha sido influenciado pelas histórias regionais, mas Comadre Fulozinha mostra que a região Nordeste está mais forte do que nunca, e que suas músicas são muito mais do que folclores e lenda.

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Samba, Parcerias e Música

13 de junho de 2012
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Por Luís Morais

Existem artistas não tão conhecidos no cenário musical brasileiro, mas já muito reconhecidos. Um desses é Max Viana. Para quem é do ramo musical, trabalha no meio e tudo mais, conhece o cara como um bom guitarrista e compositor. Quem não é, no máximo o vê como filho do Djavan.

E o lançamento do seu álbum “Um Quadro de Nós Dois” em novembro do ano passado é um exemplo claro disso. Mesmo praticamente 7 meses depois, Max Viana está divulgando seu disco e vive com uma agenda lotada. E em meio a alguns trabalhos que faço, tive que entrevistá-lo.

Uma rápida conversa por telefone, sobre o disco e suas parcerias. E não hesito em destacar “Contumaz”, faixa 4 do álbum. A letra é distinta do restante, e foi escrita em conjunto com Jay Vaquer. A origem do nome até o próprio Max não sabia explicar – mas destacou que não é “Conto Max”, como algumas publicações fizeram mundo afora. Depois disse que era de origem latim.



Mas se você está afim de apreciar um bom samba, prato cheio com “É Hora de Fazer Verão”, letra em parceria com Arlindo Cruz e uma participação especial de Alcione nos vocais.



O CD é bom, mas você precisa ser acostumado ao estilo. Quem gosta de MPB e samba, certamente vai ouvir essas duas canções e mais o resto do disco – tem uma música de Guilherme Arantes, um dos “melhores compositores desse país” segundo o próprio Max Viana.

A musicalidade do guitarrista até tem pouco a ver com Djavan, mas não muito, até as letras não são viajadas (como pérolas a lá “Lilás”). Prepare-se para a rodinha de samba quando ouvir “Um Quadro de Nós Dois” (o disco em geral, não a faixa título).

Enfim, é um trabalho com muita gente boa produzindo e colaborando, sambistas que já tem nome conhecido na boca do povo. Quase que por obrigação, o disco é bem feito.

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Música para batucar

12 de junho de 2012
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Por Pablo Marques

Frequentemente encontrada nos “palcos” das repúblicas bauruenses e nos festivais de música independente, a banda Projeto Homem Bomba já é conhecida e reconhecida pelo som que fazem desde 2010 em Bauru. Formada pelos antigos integrantes da banda Samba Tereza, eles estão em alta fazendo musica de qualidade. É impossível escutar o som dos caras e não batucar ou ensaiar uns passinhos, mesmo se você ainda não conhece as letras das músicas de cor.

Divulgação


Recentemente eles lançaram o EP “Consciência Tranquila”, com cinco músicas (“O samba não morre”. “Homem de lama”, “Pôr do sol”, “América” e “Vai dizer”). Nas composições fica fácil perceber a influência do soul, do funk, do samba rock e do mangue-beat. A percussão, o saxofone e o cavaquinho dão o diferencial das demais bandas universitárias e dão a identidade do EP.

Os sete integrantes tem um bom entrosamento, por serem amigos, o que é perceptível nas apresentações e nas composições. As músicas são gostosas de ouvir e difíceis de serem classificadas. É fácil perceber as influências musicais nas composições. Quando a música começa, a Homem Bomba gera a expectativa por um som do Tim Maia, do Jorge bem ou do Nação Zumbi. Se você já conhece a banda das festas da unesp ou se você nunca ouviu falar deles, mas está afim de algo novo e bom vale a pena conferir, a produção de qualidade ajuda na apreciação do swing da Projeto Homem Bomba. O EP está disponível para baixar no site deles.

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Universalidades & Elegâncias

5 de junho de 2012
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Por Laís Semis 

“Eu não aguento mais, que babaca que vota no Maluf?”, grita em “Manifesto Consumista” por trás de um microfone, Luís Paulo Césari Domingues, ao seu lado, David Calleja (baixo), Gustavo Richieri (guitarra) e Thiago Rodrigues (bateria). 

“Era dos Extremos”, primeiro disco da bauruense Universo Elegante, foi lançado numa dessas cidades de interior, em uma praça de frente para uma Igreja, esperando as badaladas do sino para meter o rock pelas caixas. 



A faixa de abertura, “Gota”, dita o que será a audição de “Era dos Extremos”: uma parte do todo, a arte poetizada, lembranças, pessoas, e o ser, em si, num mundo que não parece se encaixar. Embora possa soar genérico e clichê, é inquestionável o talento de Luís Paulo como letrista. O que faz com que esse primeiro disco da Universo Elegante se destaque é em sua caracterização local, da cidade, trazendo referências de pontos e rolês conhecidos por quem mora aqui. Esse cenário (que envolve Unesp, Duque, B.B. Batatas, Skinão) gera identificação com o público, ainda mais pelo conflito não pertencimento, memórias latentes. 

Algumas pessoas vão tachar de chato, tedioso e meio morto. Mas a verdade é que o som que os Elegantes propõem envolve conteúdo – história, política, cotidiano – e referências (o próprio nome da banda, Arquitetura da Destruição). Diante de uma imensidão, até mesmo a capa do disco combina com a totalidade da composição da banda.

Entre uma levada psicodélica, nostalgia de dores, uma sombra se paira sobre poesia, um suspiro tedioso, assovios, backing vocals, espaços reais, e o tempo distorcido pelos acontecimentos da vida, “Era dos Extremos” é composto por 10 faixas caprichadas. 

O disco "Era dos Extremos" está disponível para download aqui. E se você não conhece ainda o trabalho da Universo, comece ouvindo “A Troca”, “Manifesto Consumista”, “Monastérios Infernais” e “Terça-Feira”.
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O Terno, me convida?

31 de maio de 2012
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Por Aline Antunes

Lembro de O Terno convidar todos os feras para os seus shows, e eu pensava: Me chama, também? 

Minha vontade de conhecer a banda só aumentava com a presença de alguns dos meus queridinhos da música, como: Rafael Castro, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, e por aí vai. Além, é claro, da sempre marcante e importante presença de Maurício Pereira. 

E foi assim que lá por setembro do ano passado, no Festival de Artes da Unicamp (FEIA-2011) esses assassinos compulsivos me levaram ao embalo quente, que é de 66! 

Divulgação


Esse Power trio é formado por jovens muito jovens de São Paulo. São eles: Tim Bernardes, 20 (voz e guitarra), Guilherme “Peixe”, 21 (baixo) e Victor Chaves, 20 (bateria). Apenas 20 anos, uma banda e um clipe! 

Um clipe carregado de sarcasmo e talvez um humor ácido. Assumindo o risco de até do que é novo falam mal, a banda se joga e no imerso mostra seu Rock n’ Roll moderno e enraizado nos 60’s. 

Menos de um mês da estréia do clipe 66 e esse Terno já está vestindo gente em todo canto. Até mesmo um blog inglês (onedayasong) já compartilhou o som dos brasucas. 

2012 parece uma espécie de ano aposta de O Terno. Eles se apresentaram na Virada Cultural de São Paulo (palco MTV), lançaram clipe e já estão com um álbum na manga. 

Já deixo registrado aqui que além de 66, os bolsos internos deste terno escondem mais coisas, e quando acharem, parar de cantarolar “Enterrei vivo o meu amor...” será tarefa árdua! 

Tim se despediria dizendo: “Que bom que curte o nosso som! Tamo feliz com as coisas que tão rolando.” 

A Equipe 66 é:
Direção: Marco Lafer e Gustavo Moraes
Produção: Alaska Filmes
Direção de arte: Coyote Produções



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BEM MAIS QUE PÃO COM ROSBIFE #01 (SOCIOPATA)

17 de maio de 2012
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Por Jayme Rosica
Fotos por Amandla Rocha

Com a idéia de apresentar ao público as bandas da cidade e região, começa agora essa seção, BEM MAIS QUE PÃO COM ROSBIFE, o nome sugere, essa cidade é mais que um sanduíche, é um local onde surgem novos sons, novas experiências, novos ares.




SOCIOPATA

A banda Sociopata surgiu em Bauru em meados de 2008, com uma proposta sonora violenta, um som rápido e sem frescura. 

Letras diretas e bem voltadas pra temática social, com som próprio rápido e de qualidade, que agradam a qualquer fã dos gêneros de sonoridade pesada. Crueza e velocidade podem definir de uma forma, até meio simplista, o som que produzem. Tem influencias claras do punk, do grindcore e também do metal, porém não se restringem a um rótulo específico. Se destacam pelos shows enérgicos, caóticos, tendo inclusive já se apresentado com bandas de nome no cenário local e regional como a botucatuense Clawn e os bauruenses da Bonequinho.

Som pra animar qualquer roda de pogo. Um foda-se aos estereótipos. Essa é a Sociopata.

Para conferir mais a respeito e, principalmente, ouvir o som dos caras, aqui estão alguns links interessantes.
http://facebook.com/sociopatabr
http://soundcloud.com/sociopata

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Aquelas baladinhas que não saem de moda!

12 de maio de 2012
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Por Luana Rodriguez

"Outros Ares" é o segundo CD da carreira do paulista, de Itanhaém, Thiago Varzé. O primeiro se chamava "Auto Retrato", lançado em 2005 e continha músicas autorais. 

Com influências de MPB, samba, bossa nova, jazz e soul music, o disco apresenta 10 faixas de, em sua maioria, baladinhas românticas daquelas de estilo barzinho e conta com a parcerias e participação de novos compositores e músicos. 

Instrumentos como baixo, guitarra, bateria, percussão, violão, teclado, e - por quê não? - piano acústico, violoncelo e sax, são percebidas ao decorrer do disco. E músicas “Avelã” mostram que a combinação de palavras ao acaso, às vezes dão uma boa letra. “ Lua de mel/ sol de avelã/ estrelas caem do céu/ dentro do café da manhã”. 




A composição romântica de “Tudo vai dar certo” e a apocalíptica música “Final dos tempos”, na minha opinião, também são duas músicas que se destacam no CD. A primeira mais pela melodia, e a segunda mais pela letra. 

"Outros Ares" é aquele típico CD MPB/Samba que agrada aos ouvidos, mas que não chega a ser exatamente uma novidade e apresenta aquelas baladinhas que não saem de moda. Mas a som é bacana e a melodia é gostosa.

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“Bona” música para relaxar

11 de maio de 2012
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Por Luís Morais

Um disco recheado pela influência folk-rock. É assim que podemos chamar “Bona-Fortuna”, o primeiro trabalho da banda que dá nome ao álbum. Direto de Mariana (MG), o quarteto composto por André Araújo (voz e guitarra), Davi Queiroz (guitarra e violino), Filipe Oliveira (baixo) e Lucas Oliveira (bateria) é literalmente uma banda de garagem, pois o álbum foi gravado em uma.



Músicas leves com letras jogadas ao vento podem ser encontradas em faixas como “O Duelo” e “Ornamentos”. Ao mesmo tempo, versos cotidianos, comuns de mesas de bar – e a faixa que deixa isso bem clara é, redundância a parte, “No Bar”.

Mas se tem uma faixa que chama a atenção logo de cara é “Parece Que Eu Perdi a Fé”. É a que se destaca das outras canções até no arranjo. E, particularmente, minha favorita do disco – além de um refrão até um pouco grudento.

Bona Fortuna é uma banda muito interessante para se ouvir quando se quer passar o tempo, ficar sentado num banco e curtir um vento calmo ao fundo. É música pra relaxar. É aquele folk mansinho, tranquilo de se ouvir, com melodias que te permitem dormir tranquilamente.

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Circo Motel em:

9 de maio de 2012
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Sunshine – Foi Incrível, bicho! 

Por Aline Antunes


Hoje temos uma semana de Sunshine!

Um ano depois do lançamento de Sobre Coiotes e Pássaros, a banda Circo Motel ilumina nosso Outono com o clipe Sunshine.

A banda que passou por uma espécie de retiro e elevação espiritual após a Virada Cultural de 2010 pode amadurecer e produzir, sem pressa nenhuma, e com muita inspiração seu segundo álbum.

Sobre Coiotes e Pássaros foi apresentado oficialmente ao público no saudosista Apê 80 em abril do ano passado, e nos embala a qualquer hora do dia com toda sua luminosidade, sensualismo, um q romântico e o lado boêmio, porque não?

Foto: Divulgação


Sunshine é sedutora, e nos convida para um dia de sol, para um dia na praia. Você pode pegar o carro com os amigos e namorada, pode pegar sua magrela e cair na estrada até encontrar a areia fofa. Nas costas um violão, na mochila seu whisky, e como conseqüência vem o amor e o Rock n’Roll.

A idéia do clipe é justamente essa: Registrar um dia feliz na praia, brincando e se divertindo!

E quando perguntamos em que praia o clipe foi gravado, Rafael Gregorio, vocalista, conta: “Numa praia chamada Itaguaré e alguns tequinhos de Riviera, do lado de Bertioga. Foi incrível Bicho!”

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A equipe Sunshine é:


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Produção: Asa Delta Filmes
Montagem: Chris Tex e Adolpho Veloso
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Sin Ayuda lança "Boat" EP

7 de maio de 2012
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Por Laís Semis

Foto por Magu Marioto
Deu pra contar nas fotos os dias para o lançamento do “Boat” EP, do Sin Ayuda (oito dias depois, a segunda-feira chegou!). Expoentes do Vale do Paraíba, Vinicius Pacheco, Julito Cavalcante, Diego Xavier e Ricardo Henrique apresentaram seu primeiro EP, “Evergreen”, em 2011. Mais tarde, no mesmo ano, o álbum “Noise Reminders” trazia 10 faixas regadas por uma sonoridade mais folk encontrando frestas mais obscuras e psicodélicas, cantando sobre persistir no amor, a procura de um caminho (que, independente de qual fosse, fizesse com que se sintisse mais vivo) num universo que consideram estranho.

Foi atrás de liberdade que o Sin Ayuda chegou em Janeiro deste ano a Santa Branca com a proposta de terminar de compor e gravar seu novo EP, afastados do cotidiano, por dez dias em um sítio. O resultado foi uma dose muito mais feroz do que conhecemos em “Evergreen” e “Noise Reminders”. Ferocidade também que se estende às letras, composições sobre direções que podem te limitar, harmonias que parecem ser impossíveis de se conciliar. 

Parece não haver nada dos verdes dias em Santa Branca e suas aspirações campestres refletidas aqui.  Abandonaram a temática romântica, os elementos mais naturais da vida e da natureza, a leveza dos vocais e das guitarras. Um sol se apagou. Mas um outro parece ter surgido no céu do Sin Ayuda.

Composto por 4 faixas (“Scum”, “Faster than a Gun”, “Don’t Choke Yourself” e “Trucks’n’Tricks”), “Boat” intercala rapidinhas incendiárias e rocks selvagens. A natureza de se entregar ao estado bruto do rock. Quentíssimo, o “Boat” está disponível no TramaVirtual para audição e download mais que recomendado.

Foto por Vinicius Pacheco, arte final de Evildeal

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