Mostrando postagens com marcador Canja 2012. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Canja 2012. Mostrar todas as postagens

Surpresa de Domingo: Aeromoças, Tenistas, Coruja.

4 de setembro de 2012
0

Por Keytyane Medeiros
Foto: Júlia Gottschalk
     

Domingo de sol é dia de Vitória Régia e disso toda a cidade já sabe. A surpresa é que dessa vez umas Aeromoças e Tenistas Russas passaram por lá. Opa, não são “umas”! Estamos falando de uma banda instrumental, formada por quatro rapazes de São Carlos. Confesso que já acompanhava o trabalho dos caras, e sabia que vê-los tocar ao vivo seria (e foi) uma experiência muito prazerosa, mas a minha preocupação era a reação do público diante de um som sem vocal. Não me decepcionei de maneira alguma. Nem com a banda, e muito menos com o público, que praticamente dobrou ao fim do show.

Com o som harmonioso dos instrumentos bem marcados, os rapazes do Aeromoças tomaram conta do Vitória. A arquibancada foi recebendo cada vez mais gente, eram pessoas de todas as tribos, desde o skatista fã de hip hop até pessoas que estavam de passagem pelo parque naquele momento. Mesmo aqueles que tem preferem estilos como o rap ou o pop estavam lá, bastante atentos ao som diferente da banda. A segunda música em especial, mexeu com a galera que se aproximou dos namorados, companheiros e ficantes. Eu pude até ver um casal de moças dançando no cantinho da arquibancada! Elas foram bem rápidas, mas consegui ver seus passos tímidos ao som de Sex Sugestion.


O show, tal qual a composição das músicas, nos surpreendeu bastante. Quando achávamos que a canção tinha chegado ao fim, ela recomeçava numa outra intensidade, mas ainda sim, com uma cara própria. E eis que algo inesperado acontece: o rapper bauruense Coruja BC1 sobe ao palco e faz um rap sobre a base musical feita pelo Aeromoças. Alternativos, rappers e fãs de rock se identificaram com a canção. Eu, que já conhecia e gostava dos dois, quase pirei. 


Na saída do show, o tecladista Gustavo Hoolis confessou que a banda “ficava pirando pra saber como seria tocar lá em baixo [no Anfiteatro do parque]” e mais do que isso, Hoolis se mostrou até mesmo surpreso com o fato de que “a galera tava prestando bastante atenção”. Como se uma banda que faz um senhor som instrumental e que, além disso, se chama Aeromoças e Tenistas Russas não fosse algo, por si só, bastante curioso (!). Mas o olhar do público foi além da curiosidade, chegando até mesmo à observação admirada. Não poderia ser diferente, afinal, não é todo dia que uns Tenistas de São Carlos dominam o seu fim de tarde.
Leia mais...

Domingo no Parque

Texto por Aline Antunes
Fotos por Julia Gottschalk e Jessica Mobílio

Domingo foi o último dia do Festival Canja. Sempre acaba com um gostinho de tristeza, alguns quilos de cansaço e um cheiro de quero mais.

Por Jessica Mobílio
O dia estava quase perfeito (digo quase porque o tempo seco nos maltrata). Estava sol, era domingo e não tinha nada melhor que um dia no parque. E o Vitória Régia estava pronto nos esperando para fechar com chave de ouro o festival.

A tarde musical se iniciou com Samanah, banda bauruense - Aliás, primeira banda local que conheci - trazendo um repertório 100% autoral, que já é cantado por diversos grupos da arquibancada lotada. É a cena musical bauruense mostrando grande potencial no Canja 2012 (veja aqui o lançamento do EP da Banda Projeto Homem Bomba).

De garganta seca, seja pelo calor ou não, a cerveja “2 por 5,00” ajuda a refrescar o dia, e ajuda a animar a noite que vem caindo.
Por Julia Gottschalk



Foi o domingo no parque! Com malabares, com baterias, bandas, cervejas, pipas e amigos. Foi o Canja se despedindo e deixando uma importante marca em bauru. Foi uma semana intensa encerrada com um domingo no parque. Ê José, ô João!

Por Julia Gottschalk

Leia mais...

Quem precisa de estrelas quando se tem luzes?

31 de agosto de 2012
0

por Giovanna Diniz
Foto: Luiz Eduardo Saldanha

Luzes pequenas e refletores iluminavam o show. O cenário lembrava uma festa de república. O clima da arena do teatro era de conforto, parecia acolher quem quisesse chegar para curtir o som, mesmo com o local cheio. A noite em Bauru podia ser fria, mas a animação do público aquecia o lugar.



Como diria o vocalista, o som do Homem Bomba é “da praia, da farra, da bebedeira”, o que lembra o começo da banda em festas de faculdade. E parece que era esse o clima que a banda queria mostrar no show. Embora tenha visibilidade fora de Bauru, eles ainda querem mostrar que o que importa é estar ali, mostrando o que gostam de fazer, sempre curtindo com a galera.


Foto: Livia Sarno
Fúlvio Parigi, tecladista da banda, comentou sobre o “sabor de estar acontecendo”, a sensação de estar levando a banda para eventos maiores. O estilo de criação da banda é bem livre. Quando um integrante do projeto pensa numa frase já pega o violão e desenvolve a música, aos poucos somando os outros instrumentos da banda. Mas a banda se mostra ainda mais livre. Eles têm uma produtora própria, onde podem lançar os seus cds. Além disso, quer coisa melhor do que curtir o show e ainda poder levar o cd da banda pra casa?

Confira também o texto de Aline Antunes sobre o show aqui.  
Leia mais...

Cabaré no Teatro. Eu ouvi direito?


Por Keytyane Medeiros
Fotos:  Marcelo Cabala e Keytyane Medeiros

Saio da apresentação do Projeto Homem Bomba no palco externo do Teatro Municipal e eis que um palhaço com jeito de italiano atrapalhado e vestido como uma abelha me convida para ir a um Cabaré. Não só a minha cara, quanto a das pessoas ao meu redor foi de espanto e curiosidade, bem ao estilo “tá bom, vamo ver o que é que tem nesse Cabaré”. A surpresa não poderia ter sido melhor.
Dentro do teatro, duas senhoras discutiam. Eram as irmãs Munda e Mira, desesperadas por um marido, nanico ou alto, forte ou magro, vagabundo ou trabalhador, qualquer coisa valia, desde que não fosse frouxo. Encalhadas, fazem uma promessa para N. Sra de Aparecida. Mira lembrou à santa que rezou para tudo que era santo. Santo Antônio, São Paulo “e até pro Curintia, minha santinha!”. Com alguma esperança e resmungando cada vez mais, as caipiras deixam o palco e dão espaço para o palhaço abelhudo do início.


Dessa vez ele não está sozinho, ele e seu chicote barulhento estão acompanhados do tímido Bisgoio. Esses dois brigaram, se abraçaram e se xingaram entre uma apresentação e outra do Cabaré Fora do Eixo. Um espetáculo a parte, sem dúvidas.
As luzes se apagam e um rapaz magrinho se senta no meio do palco com uma xícara na cabeça, uma interrogação surge no rosto de todo mundo. “O que ele vai fazer?” Usando malabarismo e um pouco de dança, o loirinho parece a vontade com o livro, uma bola preta e a xícara. Sobe, desce, passa a bolinha por cima dos ombros e por entre as pernas e com outros movimentos bem humorados, o rapaz consegue colocar algumas colheres dentro da xícara que já estava de volta em sua cabeça. Entra em cena o solo de dança do Gabriel Bila, do grupo Wazimu! mas depois falamos dele, agora a trupe do Protótipo Tópico acabou de chegar. Fazendo uma algazarra e se jogando em cima do público, os palhaços dessa vez encarnaram músicos que conheceram a fama através de um suspeitíssimo empresário. Distribuem dinheiro e muitas gargalhadas entre os espectadores, até que morrem numa viagem de avião e seguem carreira como fantasmagóricos artistas bad boys.


E falando em bad boys, me lembrei do Wazimu!. O grupo bauruense de street dance presenteou o público com movimentos intrigantes. “Como é que ele faz isso?” ouvi alguém dizer, e confesso que durante todas as apresentações me fiz a mesma pergunta. Se eu tentasse sequer manter uma xícara parada na cabeça, muito provavelmente ela cairia em meus pés em poucos segundos. Dançar como os “loucos” do Wazimu! seria um baita desafio! Deixando todo mundo meio mudo e perplexo, os rapazes saíram do palco e um cara de boné (já passava da meia noite!) começa a fazer um beat box diferente.

Logo entra em cena o malabarista que, com suas bolinhas vermelhas, tinha cada movimento “sonorizado” pela boca do beatmaker de boné. Uma sincronia incrível, já que o artista circense estava sozinho no palco. Depois de alguns instantes, o cara do boné volta e começa a fazer rimas com “ovo" e “frito”. Já deu pra perceber que o público morreu de rir né?! Aliás, encontrar alguém que não se divertiu nessa noite de quinta-feira proporcionada pelo Festival Canja vai ser uma tarefa beeeem difícil. Para qualquer lado em que olhássemos, víamos e ouvíamos gargalhadas sem fim e elogios na mesma proporção. O palhaço abelhudo voltou ao palco, acompanhado de todos os artistas naquela noite e a plateia aplaudiu de pé aquele Cabaré Fora do Eixo.

Mais fotos do Cabaré você vê aquihttp://

Leia mais...

EVO, É?

Por Aline Antunes

Fica até difícil falar de qualquer coisa Antropófaga depois do relato feito por Sergio Viana (MacumbaAntropófaga. Esse texto é o preço da minha nudez).

Até experimentei montar o texto durante o banho, já fica subentendido o porquê.

Hoje, quinta-feira e quarto dia de Festival Canja, foi exibido no Centro Cultural de Bauru o documentário Evoé! –Retrato de um Antropófago. Lá estava Zé Celso, mais uma vez, exigindo de meus neurônios preguiçosos algumas conclusões e esforços para entender algo que nem sei se é para ser entendido.

Usando roupa ou não, o líder do Teatro Oficina se mostra sempre provocativo e transgressor. Já me sinto íntima desse senhor grisalho, INTEIRAMENTE grisalho. O filme conta com imagens recentes e depoimentos do diretor bem mais jovem (mas já com a cabeça toda branca). A direção é de Tadeu Jungle e Elaine Cesar.

 


Mesmo cansada de um longo dia, não deu pra dormir durante o filme. Quem dorme com tanta gente pelada na sua frente?

Entusiasmo, exaltação, intensa alegria: EVOÉ! - Retrato de um Antropófago




Leia mais...

EP(a)! Que projeto é esse?

Texto por Aline Antunes
Fotos por Lívia Sarno, Barbara Toscano e Marcelo Cabala 



O que sei de Bauru? O que vi e o que escutei?

Seis meses como moradora dessa cidade. Sei do calor, sei dos problemas com ônibus, problemas com água (falta ou excesso dela). Sei das bandas, na verdade, estou sabendo... 

Hoje numa noite lotada de Canja, com atrações dando sopa no prédio do Teatro Municipal, uma bomba cai no meu colo. Um EP, muita gente, e um palco com músicos saindo pelo ladrão.

De Consciência Leve o Projeto Homem Bomba lança seu EP no Festival Canja 2012.

Não estava exatamente uma noite quente, mas quase pegou fogo!

O show, ou a banda, é um prato cheio para os maníacos por instrumentos imaginários. Você toca algum? Eu toco todos e mal consigo escolher qual cara do palco devo imitar.

Alguns roxos na perna justificariam o batuque que me fiz. (Desisto de sentir vergonha, o swing contagia)

Sentada e controlada (ou não) comentava com um amigo sobre as músicas e guitarras “Tudo fica melhor quando você mete um Wawa!” 

A banda ainda presenteou o público com EPs, e mais uma vez meu sábio amigo manda um de seus pensamentos “eu gravei o EP no pc, vou passar pra frente. É assim que se divulga música daora!”

E Bauru, mesmo numa noite fria, tem sua fama de quente. E um calor bem dado faz uma mulher se apaixonar.



Leia mais...
Próxima Anterior