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Construindo a Matriz 4D

19 de outubro de 2012
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Por Laís Semis
Fotos por Fora do Eixo



Sob as instruções de Lala Deheinzelin, especialista mundial em Economia Criativa & Desenvolvimento Sustentável, os presentes da Oficina do 6º Festival Contato, em São Carlos, se depararam a imaginar um projeto-sonho, baseado em seus bancos de estímulo e traçar os passos de como viabilizá-los.

Entre espaços públicos mais coletivos, escolas com salas reduzidas e voltadas para novas formas de aprender, transformar a universidade em uma formadora de gestores de economia criativa possibilitando a passagem desse conceito para novas gerações, repensar a cidade e sua ocupação, os participantes da Oficina “Economia Criativa, Sustentabilidade e Possibilidades de Futuro” elencaram cinco projetos para trabalhar: moradia e ofício, outro aprender, cidade para pessoas, ativismo visual e a universidade como difusora de uma nova economia.

Trabalhando em grupos para que os recursos disponíveis pudessem ser somados e levando em conta recursos que não costumam ser considerados propriamente como recursos sócio políticos, sócio culturais, tecno-naturais e monetário-solidários (chamados de 4D - 4 dimensões da sustentabilidade), os participantes mapearam estruturas, espaços e equipamentos, porque “é preciso estudar os capitais pra poder convergir para a prática”, explica Lala. 

“A matriz 4D é uma lente através das quais podemos compreender, monitorar, avaliar e criar fluxos de trocas entre essas 4 dimensões” e qualquer um pode se utilizar da matriz. “Acreditar que é possível é a primeira coisa para viabilizar que aconteça”, continua. Observar os hardwares e softweres que estão disponíveis a níveis individuais e coletivos e reconhecer o valor do que é local e próprio, levar em conta o diferencial do que se está sendo produzido e se utilizar do que está a disposição são essenciais para se chegar aos resultados. “Recursos são potenciais e estes potenciais devem ser ativados para que possam gerar resultados”, Lala lembra, “e a palavra que mais é chave de futuro é colaborativo”.

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#Faça Contato 2 | O Lado B

29 de novembro de 2011
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MONOGRAFIA DO RAP
Fotos por Bruno Christophalo
por Charles Rancor

Começou o show do rapper mais ouvido nas universidades. Aliás, acho que o único rapper ouvido nas universidades.

A tríade do universitário politizado conta com mais um elemento. Além de Caetano, Chico e Gil, agora a garotada politizada também ouve rap.

Quando o cara ainda era “Doido” o som era underground, pesava na mente, uma marretada. Agora, sua bela versão “paz e amor” faz as meninhas sonharem.

Com uma produção violenta por trás, ele ressurge como um ícone das palavras bonitas. Dissertando sobre amores em metrópoles, e cereais na sobremesa.

E seus novos fãs, aqueles que de repente viraram entendidos de rap em uma semana, vibram a cada nota. O mais engraçado é quando entram as músicas da fase “doido” todo mundo emudece.

É bacana ver como o efeito MTV funciona, uma boa produção e um clipe tornam qualquer um “o hit do momento.”

Sério, o disco recente é bom pra caralho, o cara manda muito bem em suas letras, mas é estranho ver a “galerinha descolada e antenada” cantando cada frase sem nem entender do que se tratava a rinha.
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NÃO CONSEGUI RESUMIR TUDO AQUILO EM UMA SIMPLES FRASE


  Fotos por Bruno Christophalo
Texto por Jayme Rosica

Estrelas que brilham, vozes que ecoam, imagens no horizonte, e os tambores a rufar, “cheguei meu povo!”, esse é o grito que ressoa, o aviso da festa, o aviso da jornada do maracatu, Contato, Nação Estrela Brilhante entrou no palco.

Público vindo abaixo, danças por todos os lados, a música que simboliza nossas raízes como uma verdadeira Nação. A percussão te consome a atenção, as músicas te fazem viajar por toda a cultura do Maracatu.


Naquele momento éramos todos apenas um. Um grande coração pulsando, pulando, e explodindo ao som da música. Morávamos nas nuvens, em meio às estrelas brilhantes.

Todos se afastam, entra em cena a realeza, somos os súditos, e aplaudimos, fazemos parte desse reino, um reino da fantasia, um reino que pinta em cores as muralhas que nos impõe.


Quando os tambores param, vejo a alegria em cada um. Aquilo era viver com intensidade. Restam apenas copos pela metade, e pessoas completamente cheias de satisfação. Sorrisos por todos os lados.

Às vezes um sorriso é bem mais que um sorriso.
Às vezes um minuto é bem mais que um minuto.
Às vezes uma música é bem mais que uma música.

Deveríamos escutar mais nossas emoções nas horas vagas do dia-a-dia.
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#Faça Contato | Ellen Oléria

27 de novembro de 2011
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Texto por Renata Coelho
Fotos por Diogo Zambello

Domingo. Último dia do 5° Festival Contato. Como em todo domingo, aquela preguiça característica do dia já tomava conta do ar, dos corpos e de mim. O que me animava era que o dia nasceu surpreendentemente bonito, e quente. Aquele frio de ontem parece que ficou mesmo para trás. Mas mais do que isso, acordei com sede do show do Criolo, atração mais esperada da noite. Ainda assim, fui para a praça onde estavam sendo realizados os shows do festival, e a primeira banda que vi se apresentar naquele domingo foi a da cantora e compositora Ellen Oléria.

Sem expectativas e sem conceitos formados, me surpreendi. Não conhecia o som e o trabalho daquela artista, cuja presença de palco e energia já fazia os presentes balançarem, sem se importarem se seus movimentos estavam bonitos ou feios. Com seu violão sempre às mãos, Ellen apresenta melodias e composições que são um convite para a dança, além de um som que mistura elementos do hip hop com samba e afoxés.

Em algumas de suas composições, fica claro sua origem e orgulho da raça negra. E o dia não poderia ser mais propício para isso, pois datava o dia da consciência negra, pontuado e lembrado a cada canção que cantava.

O grande problema se deu na hora de encerrar sua apresentação. O show foi lindo, enérgico! Pedidos de “bis” não foram atendidos devido ao tempo esgotado e a necessidade de começar a próxima atração. Considero esta uma falha do festival. Acho que nesses casos os organizadores devem ser mais maleáveis e atender ao clamor do público. Além disso, sinto que o que se passa é que artistas alternativos têm menor espaço para se apresentarem. Se o pedido de “bis” fosse entoado para o Marcelo Jeneci ou para o Criolo, a história com certeza seria outra.



Um coro se formava e emanava as palavras, das quais tomei nota “Você é ótima!”, “Casa comigo?” Só o que posso dizer é que acompanhei esse coro com veemência. Em pouco tempo, os CDs de Ellen Oléria na banquinha Fora do Eixo acabaram e necessitaram de reposição. Ao meu ver, ela foi a grande surpresa do domingo, e talvez até do fim de semana. Falo pelo que ouvi, vivi e senti.

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#Faça Contato | O lado B

25 de novembro de 2011
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Gostaria-lhes de introduzir meu novo camarada: ele é um Ferris Bueller mais amargurado. Sai por aí curtindo a vida adoidado nas noites sem fim e acorda na rua quando o sol bate no rosto sem se importar muito pras consequências. De caráter, ouso dizer que é melhor que Sick Boy (não que muito seja necessário para isso). Não dá a mínima pra ninguém e não respeita nada que não acha que deva.

Blasé. Sim, você vai perceber o quanto ele é blasé quando conhecê-lo melhor ou pessoalmente.

Se ele fosse um personagem da Disney, seria o Sid, do Toy Story, sabe? Garoto cruel da vizinhança, destruindo brinquedos e aterrorizando os garotos mais novos.

É menino rootero, revolts mesmo. Desses rebeldes sem causa que canta o Ultrage a Rigor. Como todo roqueiro (de verdade) que se preze, ele odeia o Gene Simmons. Ou você acredita mesmo que “Rock’n’roll All Nite” é composição que se preze?



Que todas as pessoas tem lado B, a gente sabe. Mas ele é só lado B.

Degradante, imoral, olhos rasos de desprezo, sorriso repleto de ironia Ele não trai suas convicções.

Doçura do mundo, ele não conheceu nenhuma.

Desistam, meninas. Ele é um cara complicado demais.

Eu diria que ele deve ter algum respeito por Iggy Pop. Cresceu com os Ramones, acha que o Pavarotti é uma droga, assim como qualquer outro músico que não toque de pé ou sanfoneiro. Você vai ouvi-lo muito falar sobre bandas-cachecóis, críticas a coisinhas hypes fazendo moda... Polêmicas a parte, ele é um cara foda. E o melhor: ele vai tá aqui com a gente por um bom tempo, acredito eu. Até pelo menos se cansar desse rolê e ir procurar a dele. Charles Rancor, que você fique perdido por um bom tempo e esteja sempre conosco.

Casmurro da modernidade, aqui vamos nós!

O Terrível Ataque dos Cachecóis Voadores

por Charles Rancor

Sério... não esperava uma sanfona arranhando meus ouvidos depois de todas aquelas apresentações anteriores. O “ás” do blasé entrou em cena com suas belas musiqueteas suaves, perfeitas para sonorização de bailes da terceira idade.

Mas porra... sanfona finalizando um dia de festival é tenso.

Isso sem contar na demora gigantesca pro começo da “mini-peça” da Broadway, era um tal de roadie pra cá acertando o piano, acertando o microfone pro lado de lá. Certo momento já tava pesando que o cara ia aparecer para o show voando, tipo Didi no Criança Esperança.

Com seu estilo fino/cult/”sou hype da augusta”, o galã chega no estilo capa da Capricho deixando as moças em transe hipnótico. Hipnotismo que gera gritos estridentes. Tipo showzinho de banda colorida, saca?

Por sinal, a mina que canta com o mini-mim do Dominguinhos manda umas 15 vezes melhor do que ele, no mínimo.

Senta-se ao seu banquinho, toca um piano de leve, e sai agradecendo a cidade.

E a galera aplaude. Sério mesmo, creio que deva ser bom o som que ele faz. Mas já me conformei com a idéia de que sou burro demais pra entender tanta complexidade musical. E deve ser complexo mesmo, ele deve merecer, afinal foi indicado ao Prêmio Bravo!, a revista mais inteligente e culta da face do universo.

Um brinde aos sanfoneiros!!!
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#Faça Contato | O lado A de Marcelo Jeneci

Jeneci, yé!
Por Lígia Ferreira

E eu poderia nem escrever nada, poderia somente escrever trechos das músicas “jenecianas” para que quem lesse talvez pudesse entender a energia que passa no show do Marcelo Jeneci e sua banda. E acredite, seria encantador (ou trágico pra alguns?). E não, ele não é um cantor só, a banda é parte integrante e a delicadeza da voz da sua parceira de palco, Laura, dão o toque suave e encantador às melodias.

Por Bruno Christophalo


A energia do show é aquela do tipo “sai do show querendo estar apaixonada, querendo carinho, amor, abraço, beijo” ou talvez até se matar por não ter nada disso, muito trágico? Talvez não. O show se encaixa bem para os apaixonados ou para aqueles que estão sofrendo por amor. De um lado um casal que namorou muito sob a luz do luar e a trilha da noite e do outro, um marmanjo, cantando todas as letras de olhos fechados. Ele com certeza estava apaixonado, poderia até estar sofrendo, mas de fato, se identificava com as letras. Apelidamos o marmanjão louco pelas músicas como sendo o Super Fã. Mais tarde essa história renderia bons frutos. Ali percebi que a música do Jeneci não tem limites, não é so para “mocinhas” como muitos dizem.

Ela voa pra onde quer
Ela pousa em quem quiser
Não é homem e nem mulher”

Foto por Laís Semis
Jeneci cantou com aquele sorriso que não tirou do rosto em nenhuma letra: “Largo tudo se a gente se casar domingo, na praia, no sol, no mar” e logo eu vi escrito num papel a resposta: Ah, Jeneci, casa comigo? Amanhã é domingo! E era mesmo, caiu como uma luva. E entre uma música e outra a mulherada gritava “Jeneci, yé” e foi assim o show inteiro. Ânimo, alegria, FELICIDADE!

“Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser”.


Depois de um dia agitado e repleto de shows com pegadas mais fortes e totalmente diferentes, Jeneci e sua trupe fechou a noite e deixou o dia com a cara de que tinha sido “num parque verde, com borboletas voando e calmo, calmo”.

O sábado foi eclético. Foi dele, da Laura, das Tenistas Russas e do trio norueguês Big Bang. Ah, e com certeza também foi nosso. E-Colab, um beijo! E o domingo seria muito mais...

E se a gente é feito pra acabar, então que acabe, mas que volte logo.

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#Faça Contato | Aeromoças e Tenistas Russas

24 de novembro de 2011
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Choose Kadmirra

Atenção senhores passageiros do vôo Bauru-São Carlos com destino à Kadmirra, por medidas de segurança, pedimos que todos confiram se não estão presos aos seus cintos de segurança. O show começa agora.




Do meu lado um menino revolts, explodindo comentários ácidos, personificado, vulgo Charles Rancor. Seu visual é a confissão da ideologia do “Choose Life” de Mark Renton; alargadores, camisetas hypadas, cigarro se consumindo, um Ray-Ban style, são 19h. Em pleno horário de verão, é um fim de tarde de sábado.

Na Praça do Mercado Municipal, neste 5º Contato, é por essas horas que o conjunto de pessoas ali reunidas começa a poder ser chamado de “aglomeração”. No palco, é a vez da banda Aeromoças e Tenistas Russas provar que bandas instrumentais também são repletas de encantos musicais que fazem a platéia ficar abobada.

Foto por Lígia Ferreira
Sem raquetes, ficamos com barbas nórdicas e cabelos esvoaçantes acompanhando a bateria, um turbilhão de força em cada instrumento que o quarteto integrado por Thiago Hard (guitarra/ sax), Juliano Parreira (baixo), Gustavo Hoolis (teclado) e Eduardo Porto (bateria) move hoje tocando em casa.

No palco, olhares conversam. Enquanto os ATRs mostravam que o sax faz toda a diferença para a energia dançante que transbordam as músicas dos Aeromoças, no meio da platéia 3 malabaristas mantinham bolinhas, pinos e argolas no ar.

A noite caia e as luzes no palco, finalmente ganhavam cor. O novo disco, (pessoas suspeitas) me disseram que era “dos feras”. Aconselho a audição, porque “dos feras” é só metade do que tem ali dentro de Kadmirra.



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#FaçaContato Cobertura Fotográfica

20 de novembro de 2011
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Confira a cobertura fotográfica dos shows da Mamma Gumbo, Axial, Aeromoças e Tenistas Russas, BigBang, Garotas Suecas e Marcelo Jeneci no Festival Contato!

Por Laís Semis e Lígia Ferreira


Por Bruno Christophalo
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