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Unesp agrega e-Colab aos projetos de extensão

24 de agosto de 2012
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21/08/2012
Matéria publicada originalmente na ACI da FAAC

Portal de coberturas colaborativas já foi apresentado aos alunos

O Blog de Cobertura Colaborativa de Bauru (e-Colab) se tornou projeto de extensão da Unesp. Foi realizada no início do mês uma reunião entre membros e alunos com a intenção de apresentar o projeto e atrair novos voluntários. Há dois anos, o e-Colab se destaca pela realização de coberturas de eventos culturais em Bauru. O surgimento do blog aconteceu durante do Festival SEDA, em 2010. O Enxame Coletivo, organização cultural atuante em Bauru, criou o e-Colab com o objetivo de cobrir os eventos que realizava. Em meados de 2011, a gestão notou que as pautas podiam ser mais abrangentes. A partir daí, o e-Colab tornou-se independente. 

O projeto tem a intenção de registrar o que acontece no cenário cultural bauruense, conta Renan Simão, gestor do e-Colab. “Queremos basicamente contar histórias sobre a cultura de Bauru, sejam elas em texto, foto ou vídeo. As coberturas possuem um papel de registro e conceituação do cenário sociocultural de Bauru e é assim que acreditamos que podemos ser uma mídia relevante dentro da cidade, pautando assuntos de que a população talvez não tenha conhecimento”. 

Reconhecendo a qualidade das produções do e-Colab, a universidade apresentou a proposta de trazê-lo para a extensão. Para Renan, a união trará benefícios para ambas as partes. “Para a Unesp, pode ser uma maneira de trazer questões da comunidade para dentro da universidade e estimular seus alunos a debater essas questões socioculturais. Para o e-Colab, a incorporação do projeto como extensão da Unesp é uma forma de legitimar o trabalho feito e de manter sua longevidade com os recursos da universidade”, argumenta. 

Renan também ressalta que a independência editorial do blog, mesmo após o contato com a Unesp, será mantida. “O blog segue o mesmo caminho de responsabilidade com as questões da comunidade, e não apenas as pautas universitárias”.

ACI/FAAC-Unesp

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News #3 e-Colab

31 de julho de 2012
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Veja o que o e-Colab fez até nos últimos meses na nossa querida news. saca só o aperitivo só por palavras-chaves que você deveria conhecer: Metá Metá, CinExtinção, O Terno, BNegão & Os Seletores de Frequência, Canja Underground, Circuito Paulista de Festivais e muito mais! Êba!

Pode clicar.


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Colabore na Cobertura do Canja Colaborativa

30 de julho de 2012
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Inscrições para a Colaborativa vão até 15 de agosto

De 27 de agosto a 2 de setembro, Bauru recebe a terceira edição do Canja realizado de forma colaborativa pelo Enxame Coletivo e outros grupos e empreendimentos solidários. A edição conta com uma programação de artes integradas que inclui shows, espetáculos, intervenções artísticas, mostras, oficinas e debates.

Foto por Diogo Azuma
Um dos projetos do Festival é o Canja Colaborativa, proposta de cobertura com texto, foto, vídeo e mídias sociais, produzindo conteúdo multimídia.

O objetivo é formar agentes multimídias capacitados não apenas para a cobertura do Festival, mas que também estejam aptos a aplicar a metodologia em outras atividades ou coberturas e multiplicar a lógica do trabalho colaborativo. A cobertura potencializa a expressão dos eventos, agrega valor às ações realizadas na cidade e estimula a criação de um acervo de registros da cena atual. 

Os interessados em integrar a equipe de cobertura podem se inscrever até dia 15 de agosto através do Edital do Canja Colaborativa e do preenchimento do formulário. O resultado dos selecionados para será divulgado no site do e-Colab no dia 16 de Agosto.

Foto por Diogo Zambello

























Calendário Canja Colaborativa

30 de julho a 15 de agosto: período de inscrições
16 de agosto: 1ª chamada dos selecionados do Edital
17 a 19 de agosto: confirmação de interesse dos selecionados
20 a 24 de agosto: período de oficinas do Festival Canja
27 de agosto a 02 de setembro: cobertura do Festival Canja

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e-Colab é um dos projetos selecionados pela Lei de Estímulo à Cultura de Bauru

24 de julho de 2012
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Como publicado na edição de sábado (21) do Diário Oficial, o e-Colab foi um dos nove projetos aprovados pela Lei Municipal de Estímulo à Cultura. Fruto do trabalho de quase dois anos e da persistência de mais de 60 colaboradores que já passaram pelo projeto, do apoio de parceiros e outros grupos, contribuindo para a construção e consolidação do Portal de Cobertura Colaborativa, que agora também conta com uma equipe de Redação e que continua na batalha diária pelo desenvolvimento, crescimento e fortalecimento do projeto.

O e-Colab agradece todos os colaboradores, parceiros e amigos que fizeram e fazem parte dessa construção e acreditaram no nosso trabalho.

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FAQ e-Colab

3 de abril de 2012
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A equipe do e-Colab recebeu um pedido de entrevista da caloura (bixete, né) de jornalismo Marina Machuca, a Chuca, para um trabalho sobre mídias colaborativas. Nós gostamos tanto das perguntas (e das nossas respostas) que resolvemos postar aqui. Também funciona com um FAQ para os leitores do blog que ainda não conhecem o nosso trabalho. É isso, se tiverem mais perguntas mandem que a gente responde!


Por Marina Machuca

Como é feita a seleção de colaboradores para o e-Colab?
Parte primeiramente do interesse do colaborador (texto, foto, vídeo) em entrar em contato com alguém da equipe ou se cadastrar no blog. Depois de duas pautas/matérias/coberturas, nós avaliamos o comprometimento com o projeto e a qualidade do trabalho. É um acompanhamento simples baseado no interesse e disposição para colaborar.

Os eventos são escolhidos de qual maneira?
Variamos muito. Optamos pelos eventos que estão relacionados com a cultura independente, essa nova construção da cultura pop. Mas a equipe também é responsável pela escolha das pautas, todos que estão no grupo tem liberdade pra sugerir eventos ou mesmo cobri-los sem um aviso prévio e enviar o material. Não existe uma imposição de pautas, nós selecionamos as que achamos interessantes e abrimos para que os colaboradores escolham de acordo com suas afinidades. Se a pauta vai virar uma cobertura depende do grupo aderir ou não.


Os colaboradores possuem remuneração pelas coberturas desenvolvidas?
Até o momento, não haha. Ninguém ganha nada no e-Colab. Mas se um dia a gente ficar rico com isso... vai saber né. Mas, por enquanto, é um investimento na formação de cada um através de experimentar formatos e coberturas e um investimento nessa construção colaborativa.

Como foi dado o “ponta-pé” inicial do projeto?
Começou como um projeto do Enxame Coletivo na Semana de Audiovisual (SEDA) em 2010 com o objetivo de formar uma equipe definitiva de cobertura colaborativa em Bauru. Era gente disposta a expressar o que estava acontecendo na cena que era incipiente na época. Agora a cena cultural já está estruturada e nós temos mais autonomia, somos nosso próprio projeto. Queremos cada vez mais acrescentar pautas novas a esse panorama cultural de Bauru.

Quais áreas estão presentes dentro da equipe colaborativa?
Na verdade, qualquer pessoa que queria agregar à cobertura. Basicamente, textos, foto, vídeo e mídias sociais. Temos também colaboradores que atuam de outras maneiras no processo colaborativo, como Design e Sistema de Informação que trabalham com o layout, manutenção do blog e logo, por exemplo.

Há preferência entre os eventos que ocorrem em Bauru?
É mais viável, mas não quer dizer que não cobrimos eventos fora da cidade. Temos um quadro chamado “Pé na Estrada”, a ideia é botar o pé na estrada em busca da pauta,  já fizemos coberturas em Bragança Paulista, Jacareí, Ribeirão das Neves (MG), Belo Horizonte (MG), São Luiz do Paraitinga, Marília, São Carlos, Pirassununga, Porto Ferreira e São José do Rio Preto. Quando e onde pudermos ir e houver pauta, estamos indo!

Há possibilidade de estender as coberturas para cidades da região?
Sim, nossa meta é falar da cultura nacional e cobrir eventos da região e fora também. Mas acho que estender as coberturas vai acontecer naturalmente, hoje essa possibilidade é muito real com a internet, basta se ter colaboradores que não morem em Bauru. Sem contar que a tendência é que novos grupos se formem com uma proposta parecida, desenvolvendo esse trabalho e estendendo as coberturas.

Qual o papel do e-Colab junto a artistas independentes?
O e-Colab tem o papel de disseminar e mostrar para os leitores uma cultura diferente (ou um viés novo), feita por artistas novos, quase sempre independentes. Nosso papel é agregar valor a essa cultura nova, a cidade e todos que leem o nosso blog. Incondicionalmente, tudo que produzimos acaba integrando a memória cultural desse momento e desse lugar.

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e-Colab Lança Edital Multimídia

27 de março de 2012
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A partir da prática e da troca de experiências entre a equipe, o e-Colab pretende ajudar na capacitação de colaboradores multimídias, que consigam desenvolver materiais textuais, audiovisuais e fotográficos e que se sintam livres também para experimentar novos formatos e trazer pautas que envolvam a cidade, a cultura e as pessoas.



Procurando reformular o blog, ir atrás de pautas além da cobertura cultural e trabalhar com um intercâmbio maior de áreas, o e-Colab decidiu abrir este Edital Multimídia. Nós estamos abrindo vagas nas áreas de Audiovisual, Design, Fotografia, Jornalismo e Relações Públicas. Mas você não precisa necessariamente fazer um desses cursos pra se inscrever no nosso Edital. E se você não se sentiu contemplado por nenhuma dessas áreas e acha que poderia desenvolver algum trabalho com a gente, mande um e-mail para nós!

Para conhecer as regras e se inscrever, acesse o Edital Multimídia (ele fica aberto até dia 10 de Abril!) e para esclarecimento de dúvidas ou qualquer outra coisa, nosso e-mail é ecolab.bauru@gmail.com.

E para você que não conhece muito do nosso trabalho, mas ficou na curiosidade, a gente recomenda esse vídeo:



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Enxame Coletivo e e-Colab abrem vagas para Edital de Audiovisual

4 de março de 2012
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O objetivo do Edital de Audiovisual é contribuir no processo de aprendizado dos participantes, estimulando a autoformação e a troca livre de experiências e conhecimentos em ambientes coletivos e trabalho em equipe.


O edital abre vagas de vivência na equipe Multimídia Audiovisual do Grito Rock Bauru durante os 7 dias do Festival, a contar do dia 05/03 até 11/03 de 2012. O edital contempla vagas para três áreas de atuação audiovisual: captação e edição do Grito Doc, Transmissão Ao Vivo e Projeções. Os interessados devem se inscrever através do seguinte formulário.
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GR Bauru | RETROSPECTIVA

2 de março de 2012
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Grito Rock '11

“Com as asinhas de fora”, assim entrou o e-Colab no Grito Rock 2011.

Ascendia-se a cobertura colaborativa na cena bauruense. A revista Plug fez uma reportagem sobre “cobertura colaborativa” e as jornalistas da Editora Abril acompanharam as seletivas do GR ‘11.



Com 03 dias intensos de programação. Insanidade musical e cobertura momentânea. Shows, artes cênicas, discotecagem e exibição de curtas metragens, as diferentes linguagens que se encontraram no festival. Começava o Grito Rock Bauru!

Foto: Diogo Zambello
A colaborativa juntou-se frente ao palco para não perder nenhum movimento e avançou às ruas para acompanhar o “respeitável público”. Mas afinal, o que é cobertura colaborativa para você? Sobre isso, surgiu este doc:




“Ritmo frenético”, como definiram os colaboradores. Teve maracatu progressivo, música instrumental com o Bexigão de Pedra, ânimos exaltados com Monkberry, D.O.S, Lavinus e Lisabi. Trabalhando durante as madrugadas, relatos de quem a adrenalina passou rasgando:

“A galera por aqui tá insana! Loucura é a palavra que eu resolvi usar pra definir esse show. A banda de Curitiba, A Quarta Parede, apareceu. Muito som progressivo, uma mistura frenética de estilos variados. Como eles se definem? "Do Cartola a Pantera" por exemplo”, Laís Bellini.


"Mesmo com seus movimentos contidos, por um motivo implícito eles levaram o público a uma exaltação inédita nessa edição do Grito onde o espírito Group dos anos 60 dominou meninas alteradas do público em danças lancinantes e histéricas diante da banda”, Monkberry por Laura Luz.

"Estamos fazendo a coisa que a gente mais gosta. [...] Estamos aqui pra dizer que louvar a Deus é muito louco!", banda Overturn por Olavo Barros.

Fotos por Diogo Zambello   


O lado B das coberturas, o inusitado também fez parte das noites que avaçaram à madrugada. O público que não só assistia, mas trabalhava ao som de “dá uma cerveja!”, permitia-se dar o grito também.
Fotos por Vitor Garcia


Grito Rock '12

No mês de fevereiro acompanhamos a seletiva das bandas locais. Oito apresentações em uma única noite. Entre elas, quatro foram escolhidas para tocar no GR Bauru: AssoproUniverso EleganteEu e a Banda e Supersônica.

O e-Colab registrou o que rolou.

A cobertura fotográfica
Fotos por Paula Maria


A cobertura audiovisual
Captação e Edição Paulo Soucheff


Em 2012, o festival volta à cidade nos dias 05 a 11 de março. Com o Grito Hip Hop; Grito Encena - Cabaré Fora do Eixo; Compacto.cine, debates - PósTV e diversas atrações musicais nos 07 dias de programação, veja aqui.

Venha Gritar você também!

Foto: Paula Maria
Quer participar da cobertura colaborativa do evento? Faça seu cadastro aqui.


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Colabore na cobertura do Grito Rock '12 você também!

27 de fevereiro de 2012
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Não importa se você é formado, se você faz Comunicação, se faz Arquitetura, Design, Ciências, História, Psicologia, Direito, Artes, Engenharia ou se não faz nada. O Grito Rock Bauru 2012 taí, conectando 200 cidades ao redor do mundo, e você, tá afim de entrar nessa com a gente?

Aderindo a campanha de Cobertura Colaborativa do Grito Rock, o e-Colab convida todos os interessados dispostos a participarem da cobertura do Festival com a gente! O Grito Rock é o maior Festival Integrado das Américas, um festival completo que dialoga com diversas linguagens e públicos. Entre música, artes cênicas, intervenções, audiovisual, nós estaremos produzindo textos, fotos, vídeos e operando as mídias sociais durante a semana do dia 05 a 11 de Março quando o Grito Rock Bauru acontece.

e-Colab no Grito Rock Bauru '11. Foto de Diogo Zambello
Para colaborar, não é preciso ter experiência, apenas disponibilidade, vontade e estar disposto a produzir materiais para serem veiculados no e-Colab! Para participar, basta preencher o formulário até sexta-feira, dia 2 de Março. Entraremos em contato o mais breve possível.
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“Com as asinhas de fora”

1 de setembro de 2011
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Por Ana Laura Mosquera

A expressão da Beatriz Almeida, nossa saudosa e-colaber que também anda tomando novos ares esse semestre, longe das coberturas, mas ainda atenta ao andamento do projeto, define a sensação que toda a equipe do e-colab deve ter sentido quando leu as páginas da Plug 2011 (do Curso Abril de Jornalismo) dedicadas tão minuciosamente ao trabalho do blog.

Cada membro da equipe, seja menos ou mais ativo, deve ter sentido um orgulhinho, como costumamos falar, ao ver a matéria feita por “gente como a gente” e sobre a gente (com direito até a menções de nomes da galera)! Jornalistas, fotógrafos e designers recém-formados, saídos até dessa casa, falando do exercício da cobertura colaborativa, que também encara certa barreira e até mesmo falta de conhecimento pela falta de um público ainda não muito definido.



Outro dia um amigo me perguntou qual era o público do blog. Talvez tenha respondido certo, mas ler o subtítulo da Revista Plug sobre a questão esclareceu bastante coisa. Impressão própria: escrevo para quem foi ao evento. Opinião real: apesar do blog ainda buscar saber quem é o seu público, é fundamental que os produtos da cobertura sejam minimamente destinados a pessoas alheias ao trabalho, ao evento, ao som. Só assim a iniciativa pode crescer mais e trazer novos leitores para o blog, ouvintes para as bandas e mais interessados na produção colaborativa por todo o país.

A matéria da Plug, e uma breve conversa com o Gabriel Ruiz, também [me] esclareceram outra coisa. Conversando com o Gabriel sobre o workshop de cobertura de eventos culturais que ele vai ministrar no Instituto Glauco Pinto, em Bauru, eu disse que queria ir. E ele logo mandou um 'mas você não precisa'. Por outro lado, a matéria da revista lançar um “passo a passo” sobre o funcionamento de uma equipe de cobertura colaborativa. Apesar da opinião unânime de que isso só se aprende na prática e na vivência do trabalho em equipe, acho sim que temos muito a aprender na teoria (mas nunca falando em falta de liberdade para dizer o que pensa da banda, da vibe).

Sejam os gestores com os colaboradores, a galera do audiovisual com a do texto, e tudo vice-e-versa, as conversas, críticas, sugestões são essenciais para a boa fruição das impressões de todos e-colabers. Participar do blog requer vontade, gosto, mas principalmente disposição para o trabalho em equipe, numa constante troca de experiências, que faça o esforço (prazer) valer a pena.

Parabéns a todos nós e-colabers, acima de tudo!
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A cobertura da cobertura ou por que ser colaborativo?

14 de março de 2011
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A chuva já anunciava o começo da madrugada, o som já tinha começado e o celular toca. “Quem? Gabriela? Ah, a menina da Abril! Peraí que já to indo aí na frente”, disse.

A menina da Abril se chama Gabriela Loureiro, tem 21 anos e veio acompanhar o trabalho do E-colab nas Seletivas do Grito Rock de Bauru. Acompanhada de Alexandre Resende e Laura Capanema (companheiros de Curso Abril de Jornalismo), Gabriela foi incumbida de escrever uma matéria sobre coberturas colaborativas para uma publicação do Curso Abril, a Revista Plug. 

Mas por que a gente? O E-colab existe não faz um ano e já faz tanto barulho assim? Mais ou menos.

“Sou de Santa Maria (RS) e já participei de coberturas colaborativas como a do Macondo Circus 2009. Conheci o Gabriel lá, fiquei sabendo das coberturas daqui e vim”, conta Gabriela, que admite que a proximidade de São Paulo a Bauru também contou na sua vinda para o Jack Music Bar, Bauru.

A imagem que eu tinha de alguém da Abril era de alguém sério, profissional. Mas os nossos três caros convidados são moleques como a gente, da nossa idade. Trocam ideias, querem saber como tudo funciona, mas numa boa.

Simpatia da galera da Abril
Apesar da simpatia dos nossos “supervisores” da noite, é claro que tivemos que responder a muitas perguntas. Coisa de jornalista mesmo. É chato, mas você sabe que é parte do trabalho. Por exemplo, logo na primeira noite dois repórteres de texto não puderam comparecer (ah, a chuva bauruense) e eu e o Bruno Ferrari ficamos a cargo das impressões textuais. Ficou no ar o aspecto inquisitório da pergunta: “Mas só vocês dois pra texto?”.

Ou: “Falei com umas pessoas daqui do bar e elas não sabem o que é o E-colab.”

Jornalista tem que ser chato mesmo.

Pois bem, já que a Gabriela vai observar o nosso trabalho, é justo que eu escreva sobre a função dela, a qual na verdade, é jornalismo do mesmo jeito, porém com diferenças bem visíveis. Sendo uma reportagem mais extensa, ela falou com muito mais gente nas duas noites de seletiva. Perguntava nome completo, idade e faculdade. Abordava público, bandas e, claro, a galera da colaborativa.
 
Nós aqui do E-colab, priorizamos o conteúdo das falas mais do que as informações protocolares, como nome completo, por exemplo. As famosas impressões subjetivas são marca da nossa cobertura, mas nada que exclua os dados essenciais para o leitor saber o que aconteceu no show.

Ao longo de bandas, perguntas e cervejas, um assunto se destacou na minha conversa com a Gabriela: o motivo de se participar de uma cobertura colaborativa.

Digo: “Por que é alguma coisa que gosto, música cultura. Tenho liberdade para escrever o que quiser e como quiser. É legal.” Como ela já participou de um projeto desses, sabe o que está falando e prega que as coberturas colaborativas não são esse mar de rosas, de trabalhar sem pedir nada em troca, fazer o que gosta sem grana entrando nos bolsos. E ela se defende quando brinco que esse é um discurso de quem está na Abril.

“Eu também participei de coberturas assim e isso ajudou na minha carreira. Lá na Abril também tenho liberdade no trabalho e, na verdade, me sinto mais roots que capitalista”, afirma, categórica.

Certa forma, ela está certa. Todo mundo precisa comer e está despendendo de seu tempo por alguma razão. Experiência, portfólio. Quer mostrar que fez alguma coisa legal. No entanto, num raciocínio romântico e até ingênuo demais, é bom pensar que em algum momento da sua vida você pôde fazer um trabalho do seu jeito, que ajudou a difundir uma cultura alternativa que você acreditou e gostou de fazer parte.

Não sei se é isso o que a Gabriela estava procurando, mas isso é o E-colab.  

Texto: Renan Simão
Foto: Mariana Duré

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Impressões do olhar

23 de fevereiro de 2011
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Sonzera rolando, mentes divagando, imagens reverberando...captando a essência do momento, o palco e suas vibes, os músicos e toda intensidade-insanidade(há!)...reflexos dum  “movimento” (ahhh não gosto de definir nada mas...) itinerante das possibilidades incessantes de coletivos movidos a cultura e dinâmica colaborativa. E tudo tão fresco, novo e reciclável. Estamos sim num começo de efervescentes idéias e rumos desconhecidos. Isto é E-colab, um rio fluindo por todos os poros.
Não sabia ao certo o que estava( e está) acontecendo, mas já estava lá fotografando (CANJA, SEDA, Noites fde...). Catapulta, me joguei! Fomos fisgados pela vontade de mostrar- publicar- intensificar o que está realmente rolando sob nossos estômagos de sanduíche Bauru ...e é tudo tão “líquido”, um certo faça você mesmo (hey gonzo punxs!), invente você mesmo e antes de tudo seja você mesmo impera. Muito massa “trampar” num esquema desses, você é livre pra fotografar/escrever/filmar do jeito que lhe apetece mais, e outra, esta é a melhor forma de se “doar”: as coisas fluem e se comunicam numa sincronia interessantíssima. Freestyle total consciente do conteúdo urge! 
Bem, acho que divaguei demais já, mas é isso, que divaguemos então nessa direção! Força pra noise!

Amand(L)a Rocha

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Isso não é um editorial #0

14 de fevereiro de 2011
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- Ahn? Eco o que?
- E-colab. Com aquele “ezinho” de internet.

- Tá, beleza, eu cubro o show. Pra quando é o deadline?
- Não tem deadline. Você que sabe. Só não demora muito.

- Hmm. E quantos caracteres?
- Sei lá. Veja você.

- Hmm. Quem edita?
- Você mesmo.

- Então, tá.

Essa foi a minha primeira aproximação com uma cobertura colaborativa, mais precisamente com o E-colab na SEDA, Semana do Audiovisual. Eu falando com o Gabriel sobre o E-colab e como funcionaria uma cobertura participativa. Foi um choque, uma cobertura dessas é basicamente o oposto do que um aluno de jornalismo (eu) aprende. Não existe hierarquia, nem prazos, nem regras. “É claro que a gente dá uns toques, mas é de leve”, já dizia o Gabriel que explica o que é o E-colab bem melhor do que eu aqui.

Tá. É tudo livre, conceitos de compartilhamento de conteúdo, midialivrismo, linguagem de blog, cultura colaborativa. Isso dá pra sacar. Mas por que deu tão certo? (E deu. Milhares de acessos nos primeiros dias.)

Primeiro: A gente (os colaboradores) faz o que quer. Se eu quero falar da galera fritando em um texto e depois da banda da noite em outro, eu posso. Usar gírias, usar referências improváveis, você que sabe. 

Segundo: O E-colab está dentro de uma cultura alternativa bauruense que está crescendo e reflete o que esse povo curte e quer consumir. Certa forma, a gente vê isso em jornalismo. Saber o seu público-alvo, atender as exigências da demanda, saca? Mas de um jeito bem mais leve, é claro.

Terceiro: Quem escreve um texto de graça sobre um show é porque, no mínimo, curte o que está fazendo. E vocês sabem, fazendo o que gosta a coisa sai mais fácil.

Sem contar que é ótimo saber que estamos participando (produtores, colaboradores e espectadores) do surgimento de uma coisa nova em Bauru e que ajudamos a difundir a cultura para uma galera que está sedenta por isso. E 2011 é o ano. Shows, mostras, festivais vêm por aí. Segurem-se.

Renan Simão
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Isso não é um editorial #1

12 de janeiro de 2011
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Início de ano é moroso para uma fatia grande da população. Não é o nosso caso. O E-Colab viveu em 2010 - durante três intensos meses de vida - um processo laboratorial, reunindo (e conhecendo) diversos colaboradores, criou um estilo próprio de cobertura, principalmente no campo do audiovisual.

A SEDA foi o marco inicial com a proposta de produzir em alta velocidade, utilizando a linguagem do twitter, da própria internet e disseminando ainda durante a Semana, o que estava rolando. Deu muito certo. E foi justamente aí que o portal emplacou, tivemos mais de 2 mil acessos em 8 dias.

Mas quem também emplacou foi a equipe. Na verdade, foram as pessoas que atuaram nas coberturas que fizeram todo o rolê acontecer, indo além de Bauru. Pois o E-Colab virou referência dentro do circuito cultural independente, no sentido em que recebemos convites de vários festivais para aplicar a nossa experiência. Foi o caso do Festival Demo Sul, IV Festival Novas Tendências (que infelizmente não pudemos comparecer) e 4º Festival Contato...

E 2011 já está aí escorrendo pelo suor, ocorrendo da melhor maneira: ágil. Criamos um grupo de e-mails, a fim de aproximar as pessoas, organizar melhor nossas coberturas, pois há metas no horizonte, como todo começo de novo ciclo: imprimir um estilo próprio, além de formar novos gestores, porque já que corremos em grupo, uma hora o bastão será passado adiante pra prosseguir colorido de mão em mão.

Por fim, vale a pena mencionar quem fez o E-colab: o olhar incrível da Amanda Rocha, a alegria e os olhos brilhando da Marina Wang, a atenção e cuidado do Renan Simão, a edição sagaz do Léo Portes, o entusiasmo e "seus tiros no cérebro" do Tadeu, a disposição imensurável da Laís Semis, o espírito colaborativo e dedicação do João Guilherme, a fritação do Nardi (pra criar este portal em uma madrugada), a parceria de ideias do Eduardo Porto e o estilo beat do Bruno Ferrari. 

A formatação da cena independente ou seja lá o que for que estamos atuando é quem agradece. 2011 é nosso.
Cordialmente,

Gabriel Ruiz.
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