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Independência ou Morte?

28 de junho de 2012
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Fotos por Inara Dumbra

“Uma coisa que eu não entendo é a produção independente. Independente de quê? De quem?”

Quatro produtores de cinema se encontraram ontem para discutir as novas perspectivas sobre o audiovisual na região. É, claro que cada integrante tem a sua peculiaridade (professor universitário, músico, descrente de uma indústria independente ou viajante experiente do audiovisual), mas Hunfrey Borges, Juliano Parreira, Jeff Telles e Marcio Jocovani tem uma coisa em comum: todos eles prezam pelo incentivo da produção audiovisual - comercial ou não.

“Aqui nas escolas, o vídeo é trancado a cadeados, é essa a nossa realidade”, contestou Jocovani quanto ao esforço e incentivo real da educação ao audiovisual que se restringe a vislumbrar as grandes produções. “A gente tinha esse mesmo papo na música. Cenário pós-dominação de outro país”, exemplificou Sergio, de uma cena que foi ocupando espaço, investindo em seus artistas, incentivando a produção, batalhando público e que tem se fortalecido cada dia mais no Brasil.

E com as possibilidades que os avanços tecnológicos democratizam, é preciso usar a criatividade para manter os produtores incentivados a produzir e tentar estimular o público nessa formação. “Não tem o ‘Quanto Vale o Show?’”, questiona Juliano sobre o projeto do Fora do Eixo em que o público avalia o show e dá uma doação de acordo com o que achou do show. “E por que não criar o ‘Quanto Vale o Filme?’ O que são 2 reais pra um filme que te tocou? Você tá saindo diferente daquela sala...”.

A primeira edição da SEDA Rio Preto começou ontem e segue com a sua programação até sábado, contando com mesas, debates, sessões, música e oficinas, confira mais no site do Timbre Coletivo.


Esta matéria foi publicada originalmente no site do Timbre Coletivo.
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Pé na Estrada

26 de junho de 2012
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São José do Rio Preto, 26 de Junho de 2012. 

A primeira Semana do Audiovisual - SEDA começou ontem em Rio Preto e segue até sábado, com uma programação que inclui mesas, debates, sessões, música e oficinas de Fotografia, Fanzine e Arte Marginal, Roteiro, Efeito Matrix, Grafitti Musgo, Stencil e Cobertura Colaborativa (!), oficina ministrada pela nossa colaboradora Laís Semis. O Jornal Diário da Região passou ontem na Sede do Timbre, Coletivo local, pra um bate-papo! Se liga:


Semana do Audiovisual conta com oficinas e apresentações

Por Vivian Lima

A cena audiovisual ocupa, nesta semana, oito pontos de Rio Preto. O motivo é a Seda - Semana do Audiovisual 2012, festival integrado de cinema realizado pelo Circuito Fora do Eixo. 

O evento acontece em diferentes regiões do País, mas chega a Rio Preto pela primeira vez este ano, realizado pelo Timbre Coletivo, grupo local que se dedica à produção cultural. 

Fabio Mouawad Luppi e Laís Semis estão 
envolvidos no projeto que coloca o audiovisual em foco 
O lançamento da Seda ocorreu ontem, mas a extensa programação do festival segue até sábado, dia 30 de junho. É possível participar de oficinas, mostras de produções cinematográficas e debates. Parte da grade também pode ser acompanhada pela internet, pela #PósTV. 

As discussões sobre o audiovisual ganham reforço associadas a outros temas e atrações de áreas como música e teatro. As atividades da Seda são gratuitas. A exceção é a festa de encerramento do festival, dedicada à música eletrônica, marcada para sábado. 

As atrações serão Tigre Dente de Sabre, Félix, Old Tree e Flex B. Para se inscrever nas oficinas, basta acessar timbrecoletivo.org/seda.

Outras casas

Ainda abrigam as atrações da Seda a União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago), a livraria Empório Cultural, a sede do Timbre Coletivo, o Cursinho Alternativo, o Centro Cultural Vasco, a sede da companhia Fábrica de Sonhos e a Praça Dom José Marcondes, no centro da cidade. “Viemos com a proposta de ocupar vários lugares. Serão oito em seis dias de festival”, diz Fabio Mouawad Luppi, um dos integrantes do Timbre Coletivo. 

Entre os objetivos da Seda estão o estímulo à produção audiovisual local e o favorecimento da circulação de obras e profissionais do setor. “Favorece a cena local pela junção dos idealizadores e produtores, mostra e alavanca o trabalho dos profissionais de Rio Preto e região e incentiva o pessoal a produzir”, afirma Luppi. 

O integrante do Timbre Coletivo diz que a atenção à cena audiovisual local também aparece na escolha dos oficineiros. “Somente dois oficineiros são de fora: Laís Semis, de Bauru, e Célio Issao, de Sorocaba.” Laís Semis, 20 anos, é estudante de jornalismo na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e gestora de cobertura do portal E-colab. Ela participa da Seda ministrando, hoje, oficina de cobertura colaborativa. 

A atividade vai abordar o planejamento que uma cobertura dessa natureza exige, assim como as mídias sociais e outras ferramentas da internet podem ser utilizadas no trabalho de registro e divulgação de eventos culturais. 
A intenção é que os participantes da oficina, além de aprenderem sobre cobertura colaborativa, possam contribuir já na primeira edição da Seda em Rio Preto. “A cobertura colaborativa se desprende de algumas amarras. Capta o evento de diferentes formas, com liguagens que se complementam, com vídeos mais poéticos”, explica Laís. A Seda também inicia hoje a oficina de fanzine e arte marginal com o escritor Kleber Felix, 27 anos. A atividade terá continuidade amanhã e quinta-feira. Além da parte teórica, com conceitos sobre esse tipo de produção, os participantes irão criar um fanzine em conjunto. 

A palavra fanzine é a junção de “fanatic” e “magazine”. Trata-se de uma publicação independente que, apesar de ser bastante lembrada por sua relação com questões referentes a história em quadrinhos, pode envolver diversos temas. Os trabalhos de Felix, por exemplo, têm relação com a literatura. Ele dedica-se à ficção, escreve contos, romances e peças. 

Parte de sua produção, Felix vende à noite, em bares. Para ele, o festival Seda permite que as pessoas entrem em contato direto com as publicações independentes. “É importante para estar mais próximo do tema e não vê-lo só na TV e internet.” 


Serviço 


Informações adicionais em timbrecoletivo.org/seda
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A SEDA acabou, mas...

1 de junho de 2012
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Por Laís Semis 

...não por aqui! 

Em Setembro de 2010, o portal e-Colab surgia com o objetivo de produzir conteúdos sobre a cena independente local. E a sua missão inicial durava uma semana inteira; a primeira SEDA Bauru chegou pedindo espaço e reunindo uma equipe de 20 colaboradores para trabalhar com texto, foto, vídeo e áudio, unidos pelo propósito de ilustrar, cada um a seu modo, a cena cultural bauruense e também unidos por um conceito que eles ainda não conheciam bem: a tal da cobertura colaborativa.

De lá pra cá, o e-Colab emplacou muito mais do que uma semana de coberturas sobre audiovisual. Emplacou uma equipe fixa na missão de acompanhar as movimentações culturais da cidade, com uma câmera e um bloquinho preparados pra se transformar em conteúdos. Há quase um mês, decidimos encarar um novo desafio: a redação diária. E junto com ela procurar se envolver mais com a cidade, integrar mais gente e procurar desvendar uma cena que ainda estamos na busca de conectar.

#Pós-TV, SEDA 2012. Foto por Jessica Mobílio


Semana passada o Sérgio Viana conversou o Filipe Peçanha, da Casa Fora do Eixo São Paulo, pra entender um pouco mais sobre como as SEDAs que nesse ano acontecem em 50 cidades do Brasil. Mas e Bauru? Como é a SEDA por aqui? Pra descobrir mais sobre essas três edições que rolaram por Bauru, fomos bater um papo com o Eduardo Porto, do Enxame Coletivo.

A SEDA é um projeto opcional que os Coletivos podem escolher em aderir ou não?
Eduardo Porto: Sim, a SEDA é um projeto nacional do Circuito Fora do Eixo, no qual cada coletivo pode aderir ou não. Cabe a cada um pensar no audiovisual e na semana como um momento agregador da linguagem e usufruir do projeto para construir cada vez mais uma cenário audiovisual local.

E em que contexto surge a proposta de se fazer uma Semana do Audiovisual aqui em Bauru? Como foi a recepção da primeira edição na cidade?
A proposta surge como para todos os coletivos, como oportunidade de focar durante uma semana inteira na linguagem do audiovisual, conectando pessoas interessadas, curiosos e já atuantes dentro dessa área para discutir, produzir e pensar o audiovisual na cidade.

Oficina de Realização Audiovisual, SEDA 2011. Foto por Laís Semis
Qual foi a evolução que a SEDA Bauru teve da primeira edição em 2010 pra deste ano?
Hoje a SEDA Bauru conecta com um cenário de cineclubes que foi trabalho a média prazo na cidade, contemplando na sua programação de filmes infantis a experimentais. O entendimento do cenário local e as conexões estão mais sólidas, o que também foi parte de meses de trocas de experiências e ações conjuntas, fator que enriqueceu a semana do audiovisual. A construção coletiva da SEDA 2012, juntamente com as equipes das SEDAs do estado de São Paulo também estreitou ainda mais as trocas entre os coletivos e viabilizaram grande parte da programação.

Você diria que a SEDA aqui em Bauru é voltada para algum público específico? 
O público que pretendemos atingir são as pessoas que estão mais ligadas ou interessadas no audiovisual, porém na programação abordamos outras linguagens e atividades para que outros públicos que são interessados em cultura também passem a incentivar e participar desse cenário.

Bauru é uma cidade que explora seu potencial audiovisual? Como você considera a movimentação de cineclubes, produtoras aqui?
Bauru é uma cidade que tem construído e ainda tem muito o que contruir para que esse todo pontecial seja colocado em prática e que com certeza tem. Os pontos exibidores da cidade tem aumentado e cada vez mais pessoas demandam que os cineclubes estejam ativos, contemplando diferentes públicos. As produtoras estão em grande quantidade na cidade, mas falta uma maior conexão e colaboração entre elas para fomentarem e crescerem juntas nesse cenário local do audiovisual. Há um mercado publicitário forte que demanda muitos das produtoras, o que acaba afastando elas dessa maior conexão.

Pacotinho de SEDA, SEDA 2010. Foto por Marina Wang.
Por que e como surge a ideia de um portal de cobertura colaborativa de caráter permanente na SEDA? 
Depois de uma boa experiência anterior a SEDA, com o Festival Canja na cobertura colaborativa, o desafio de juntar pessoas em torno de uma cobertura de Bauru se tornou parte das articulações da SEDA 2010. Como seria uma semana inteira de programações, era preciso uma grande quantidade de pessoas envolvidas para garantir a cobertura. Nesse contexto muitas pessoas se conheceram e começaram a pensar como seriam essas ações passado a semana, por terem vivênciado e experienciado fazer sua primeira cobertura de maneira colaborativa com alunos e interessados na comunicação livre.


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SEDA | #Pós-TV

31 de maio de 2012
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fotos e texto por Jessica Mobílio

Código Florestal, Rio+20 e cerrado bauruense, os temas da #Pós-TV que encerraram a SEDA 2012.

Dentre a polêmica do "VETA, Dilma" ou "VETA TUDO, Dilma" que infestaram as redes sociais nos últimos dias, chegamos ao Enxame Coletivo para debater o Código Florestal. "Afinal, como conscientizar as pessoas do que está acontecendo?", disse Katarini Miguel, jornalista ambiental.


Antes de entrarmos na Pós-TV é importante lembrar que a presidente Dilma Rousseff vetou 12 itens e fez 30 alterações na redação do novo Código Florestal e espera conciliar o crescimento do país com o meio ambiente.

1,2,3 no ar...

Bauru foi colocada em primeiro plano da discussão, já que possui áreas de preservação do Bioma Cerrado. Mesmo sem relação direta com o Código Florestal, as terras têm sofrido repressão por parte de empreendedores locais e constantes incêndios (criminosos ou não). Os movimentos Acorda Bauru e o SOS Cerrado trabalham para conter o uso indevido das áreas preservadas. 

A vinda do ministro do Esporte foi lembrada por Camila Turtelli, antes deste programa ir ao ar, Aldo Rebelo (que também foi relator do novo projeto do Código Florestal) foi recebido com 'ovos e protestos' na OAB da cidade. Os manifestantes organizaram o protesto através das redes sociais, poucos compareceram a ação, mas foi o suficiente para abalar uma visita de rotina.

A Rio+20, conferência sobre desenvolvimento sustentável, foi divergência entre os convidados. Alguns acreditam que seja a hora mais oportuna para apresentar soluções e outros lembraram do impasse das últimas conferências ambientais. Paralela a conferência Rio+20 que abraça a "economia verde", acontece a Cúpula dos Povos de 15 a 23 de junho. Renata Takashi lembrou da expectativa desse evento para pressionar os debates da Rio+20.

Durante a Pós-TV, os internautas lançaram questões via internet, "e como fica a situação de Bauru em relação ao código?" e "o que fazer a partir de agora com os vetos parciais?".

Relembre trechos da Pós-TV:

"O novo Código Florestal oferece anistia aos desmatadores. Diminui as áreas de preservação legal, dando aos proprietários a não obrigatoriedade de recuperar as terras que sofreram desmatamento. O veto parcial ao código é uma resposta à população e a Rio+20", enfatizou Katarini.

"O único veto que imagino é o restabelecimento do tamanho das áreas de preservação permanente. Que isso não seja um veto, mas uma ressalva. O código foi bem amarrado para não sofrer alterações", Clodoaldo Gazetta do PV.

"Faltam pessoas e equipamentos para fiscalização do código que já existia. Se o foco da discussão fosse a busca por uma política ambiental rumo ao desenvolvimento sustentável do Brasil, seria diferente", Renata Takashi, ONG Vidágua.

"A nossa casa é o planeta como um todo. Não só o lugar que habitamos, o imposto que pagamos" Juliana Souza, ONG Acorda Bauru.

"Temos que ter o cuidado para que as mobilizações não fiquem só na rede. Muitos se sentem acomodados,  joguei um #vetadilma no Twitter, e é o suficiente. Mas não é bem assim", Camila Turtelli do jornal Bom Dia. 

As redes sociais já são consideradas palco de reivindicação popular. E como ultrapassar a barreira do virtual para o real? Conheça algumas das ONGs:


A #Pós-TV contou com a presença das ONGs Vidágua e Acorda Bauru, do Grupo Agr, Jornal Bom Dia, Clodoaldo Gazetta do PV e mediação de Lino Bocchini, do programa "Desculpe a Nossa Falha", da casa FDE São Paulo. 




Assista ao programa:
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SEDA | Banho de Mídia

27 de maio de 2012
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Sábia loucura midiática

Por Jaderson Souza
Fotos por Rafael Vilela

De um lado um grupo de b-boys em uma sessão de fotos e vídeo; do outro um ensaio de stomp - percussão que se utiliza de tambores, panelas, corrimões, vassouras aliados a uma pick-up. Tudo isso dentro de um barracão que tinha uma pista de skate e paredes com intervenções em grafite. Esse era o cenário do Banho de Mídia, evento realizado na última quinta-feira durante a Semana do Audiovisual (SEDA). 

O barracão usado para o ensaio é do grupo Wise Madness (Sábia Loucura). Fundado em Bauru no ano de 2006, o Sábia Loucura oferece atividades de teatro, street-dance, disc jockey, rap, pirofagia, stomp, esportes radicais, etc. O skatista Daniel Nunes, membro do grupo, ressalta “a pegada cristã” como o espírito do Wise Madness. O objetivo é tirar os jovens das ruas e mostrar que se podem fazer coisas legais sem que as pessoas precisem perder sua essência. 

Apesar do barracão estar aberto, um reduzido público esteve presente. Porém quem adentrava ao público, olhava curioso para o cenário: enquanto os b-boys faziam o máximo possível para ficar bem nas imagens com passos, poses e piruetas sob a devida orientação do fotógrafo, as percussões de stomp funcionavam como fundo musical fazendo com que tudo virasse uma grande mistura: música, dança, grafite, skate, etc. 

Quem comandou o ensaio audiovisual foi o fotógrafo Rafael Vilela e quem protagonizava-o era o grupo Bauru Breaker’s Crew. O material será cedido aos artistas gratuitamente e servirá como portfólio para apresentações futuras do conjunto. Em vários momentos, breakers e músicos interagiram fazendo com que as poses para as fotos fossem resultado dos passos de dança. 

O Banho de Mídia já é realizado em outras cidades do país pela Rede Fora do Eixo. Lucas Grilli Maia, agente da Rede em Bauru, afirma que o objetivo do evento é “criar um produto audiovisual e textual para artistas que normalmente não teriam oportunidade de apresentar esse trabalho”.


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SEDA | Cine Ouro Verde

26 de maio de 2012
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Texto e fotos por Fabio Mouawad Luppi

A 3° Semana do Audiovisual Bauru 2012, começou nesta segunda-feira, 21 de Maio, com uma mostra de curtas infantis, no Cine Ouro Verde, com público de crianças, jovens e adultos, acompanhado a sessão.



Antes de começar a exibição, as próprias crianças fizeram um teatro de fantoche. Com início dos desenhos, muitos olhares atentos, acompanhando a sessão que contou com 10 curtas de vários estilos e temas. Após o término, distribuição de pipoca e refrigerante e visualização de fotos das crianças do Ouro Verde em outros projetos realizados por eles, como a Virada Alternativa que rolou no último sábado.



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Semana do Audiovisual: SEDA é isso.

24 de maio de 2012
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Por Sérgio Viana



Surgida em 2006, no núcleo cuiabano do Fora do Eixo, esse evento que costuma rolar ao longo de uma semana inteira já atinge cerca de 50 cidades em todo o país em datas diferentes. 

Na SEDA, produtores independentes tem a oportunidade de divulgar seu trabalho, compartilhar suas experiências e até conseguir apoio para distribuição de seus filmes. O Fora do Eixo formou sua própria distribuidora, a DF5, que já selecionou 9 títulos para exibições em cineclubes e outras parcerias. O detalhe importante é que todos os títulos passaram antes pela SEDA. 

O público também ganha, com a oportunidade de ver trabalhos únicos que, infelizmente, poderiam permanecer inacessíveis sem a SEDA, além de poder acompanhar debates, mesas redondas e oficinas sobre a produção audiovisual. 

Oficina, SEDA Bauru 2010.
O e-Colab está desenvolvendo a cobertura completa da SEDA/Bauru, que começou dia 21 de maio, diariamente. E para você ficar ainda mais por dentro do que rola e como ela funciona, conversamos com Filipe Peçanha, morador da Casa Fora do Eixo de Sampa e gestor do Clube de Cinema do movimento. 

e-Colab: Como surgiu a SEDA? 

Filipe Peçanha: A SEDA surgiu em 2006 em Cuiabá quando o coletivo Espaço Cubo pensou em desenvolver um festival que valorizasse a produção audiovisual local estimulando todo um arranjo produtivo que fosse desde a realização até a exibição, isso passando por atividades de formação como oficinas e debates. Assim, depois de alguns anos a SEDA passou a ser realizada de forma integrada entre as cidades e nesse ano de 2012 chegamos a mais de 50 edições pelo país. Com isso além de fomentar os arranjos locais as SEDAs são uma plataforma muito interessante para a conexão dessas produções em rede, de forma integrada, onde o Fora do Eixo atua como um hub na conexão de produtores, realizadores, pesquisadores, professores, oficineiros, e público com o intuito de aproximar os agentes do audiovisual no Brasil. 

Feira da Semana, SEDA Bauru 2011. 
Como as produções alternativas são apoiadas pelo Fora do Eixo fora da SEDA? 

Atualmente temos a DF5, Distribuidora de Filmes Fora do Eixo, que possui o intuito de fazer escoar toda uma produção que não consegue espaço para exibição. Dessa forma a DF5 faz a conexão principalmente com cineclubes ligados a rede e parceiros, para através de uma plataforma on-line, disponibilizar de forma gratuita e sem custos os filmes para serem baixados e exibidos nas sessões. 

Como elas são selecionadas para exibição? 

As curadorias são formadas pelos produtores locais, nos casos os coletivos (e os cineclubes) que podem escolher os filmes que estão disponíveis no acervo digital. Atualmente a DF5 desenvolve a campanha Compacto.Cine com 9 títulos sendo distribuídos.

Quantas produções já foram exibidas? 

Atualmente são 178 vídeos na DF5, desses, todos já foram exibidos pelo menos uma vez em uma edição da SEDA ao longo dos [seis] anos. 

Além das exibições, o que o público da SEDA poderá aproveitar? 

As SEDAs buscam criam também espaços de formação que envolvam oficinas, conversas livres, mesas, palestras, workshops, debates e uma série de momentos de vivências entre os participantes para trocas de experiência e planejamento conjunto. Como parte da programação há o fomento a oficinas, principalmente a de cobertura colaborativa (onde há a proposta dos participantes produzirem conteúdos de cobertura das atividades da própria SEDA) e a de realização base para se produzir um vídeo que passe por todos os processos de produção, em um formato livre. Além disso as transmissões ao vivo também possuem destaque onde grande parte das atividades da programação podem ser acompanhadas por streaming. 

Pé de Macaco, Pacotinho de SEDA, Bauru 2010. Foto por Marina Wang.


Há alguma produção que passou pela SEDA e gostariam de dar destaque? 

Acho que o maior destaque é dado para as produções do Compacto.Cine mesmo onde pensamos também na circulação dos realizadores dos filmes por entre as edições participando de debates nas exibições e também de outras atividades das SEDAs. 

A SEDA é realizada em todas as cidades em que há FdE? 

As SEDAs nesse ano vão até julho em mais de 50 cidades (atualmente 51 com novas edições ainda surgindo). Não é toda cidade com coletivo que a realiza, mas a cada ano esse número cresce: Em 2008 era uma, em 2009 foram 10, em 2010 foram 20, 2011 foram 27 e 2012 mais de 50! [ressaltou!]




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Pé na Estrada, SEDA à vista!

14 de maio de 2012
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Por Laís Semis
Fotos por Jasmine Giovannini

Pé na estrada, chegamos na Casa Fora do Eixo São Carlos pra abrir a SEDA (Semana do Audiovisual) Sanca 2012! A programação da Semana começou aqui com duas Oficinas simultâneas - uma de Realização Audiovisual e outra de Cobertura Colaborativa. O e-Colab marcou presença na Oficina ao lado da Gabriela Reis, de Fortaleza, que veio na mesma missão de formar uma equipe pra integrar a Colaborativa da SEDA Sanca.

Passando pelos conceitos de cobertura colaborativa, midialivrismo e cidadão multimídia, fomos nos aproximando de todos os processos da cobertura: mapeamento de equipe, equipamentos, infraestrutura, estrutura interna do grupo, decupagem de programação, a cobertura em si, apresentamos nossos cases, as plataformas mais utilizadas... com o curso de Imagem e Som, na UFSCar, a cobertura da SEDA São Carlos tem tudo pra ter um foco de cobertura muito diferente do e-Colab, que é sustentado, em sua maioria, pelos alunos de Jornalismo na Unesp-Bauru. E nenhuma semana melhor que essa pra explorar a produção audiovisual.

Agora a missão é a parte prática da Oficina, que poderá ser acompanhada pelas mídias do Aparelho Coletivo durante essa semana.


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SEDA | Conversas Infinitas

5 de janeiro de 2012
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SEDA Bauru 2011
Fotos por Lucas Adriano
Texto por Artur Faleiros

Depois de 6 dias de mostras, oficinas, debates e muito audiovisual chegamos ao fim da SEDA Bauru 2011. No sétimo dia, a última atividade da semana encerrou a programação, conectou alguns dos participantes e fomentou um debate sobre as perspectivas do audiovisual no Brasil.

Tivemos a oportunidade de contar com a presença de Davy Alexandrisnky (Cine Clubbismo), do Rio de Janeiro, e Caio Plasman (Associação Brasileira de Documentaristas) e João Baptista Pimentel (Congresso Brasileiro de Cinema) para trazer algumas provocações e fazer com que a cena de Bauru reflectisse sobre alguns pontos importantes dentro da produção, realização, articulação e mobilização para o sector do audiovisual.

O dia começou bem tranquilo. As 15h demos inicio a mostra que exibiu os micro-curtas produzidos ao longo da Semana com a oficina da Neurônio Produtora que aconteceu no SESC. Filmes produzidos em Bauru. Além dos vídeos produzidos na SEDA Bauru 2011 foram exibidos também outros dois curtas produzidos em Bauru por alunos do curto de Radio e TV da UNESP ("A Visita" e "Por Nós Geni").


A oficina de Produção e Realização Audiovisual gerou 3 micro-curtas elaborados com base em 3 micro contos de 100 caracteres do livro de Edson Rossato. Após a exibição pudemos aproveitar a presença do escritor na mostra para fazer um debate sobre a transformação do texto em vídeo, os aspectos aproveitados, as releituras e a forma como cada um adaptou a obra de Rossato para transpor aqueles pensamentos em 1 min de filme. O resultado foi bastante positivo e pudemos assistir aos filmes que contavam com os atroes da Embaixada de Marte e do Protótipo Tópico que colaboraram com a realização dos filmes.


Após a sessão começamos de fato as "Conversas Infinitas" e a dupla de cineastas trouxe algumas contribuições para o amadurecimento da cena audiovisual em Bauru. Falamos bastante sobre a articulação dos grupos, sobre a criação de um pólo de uso colectivo na cidade, sobre a possibilidade do desenvolvimento de projectos alinhados com as perspectivas nacionais que podem facilitar o diálogo com a prefeitura e mais alguns macetes que devem estimular uma maior conexão entre os agentes locais para que a cena se estimule, forme público, qualifique sua base e seus críticos e enfim, esteja mais conectada para buscar avanços mais significativos para o desenvolvimento da linguagem.


Estavam ali pouco mais de 20 pessoas no domingo a tarde, dispostas e abertas para aprender, trocar e consumir cultura. Um bom desfecho para uma boa Semana.

SEDA Bauru 2011

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Pacotinho de SEDA | Tigre Dente de Sabre e Bexigão de Pedra

Fotos por Diogo Zambello
Captação de Imagem por Ana Beatriz Assam
Edição por Laís Semis




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SEDA | Cinedocs

1 de janeiro de 2012
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Fotos por Lígia Ferreira


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SEDA | Made in SEDA

14 de dezembro de 2011
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Fotos por Lucas Adriano
Texto por Pamela Morrison

MadMade in SEDA foi o fim da Semana de Audiovisual e o resultado das oficinas de Produção Audiovisual. Foram escolhidos 3 microcontos criados pelo escritor Edson Rossatto, cada microconto tem exatos cem caracteres, incluindo os espaços.

Desta forma, baseado nas obras a seguir:

“Frio mata dois na cidade”. Sentiu pena. Fechou o jornal. Adiante cobriu um mendigo com o tablóide.

“E pra acompanhar o café?”. Olhou a cadeira vazia. Pensou em responder “a Malu”, mas pediu adoçante.

Olhava fixamente aquela carta de despedida. Lágrimas. Suspirou e a rasgou. Desistiu. Resolveu ficar.



Foram criados em exatamente 100 segundos, as obras retratadas estavam diretas, objetivas e ao mesmo tempo subjetivas, como o próprio escritor disse a nós em uma conversa após a mostra... Depois que uma obra é escrita, ela pertence a quem a ler. E a interpretação delas ficou ótima!

Exibidos a seguir os curtas – metragens “A visita” baseado na obra de Caio Fernando Abreu e “Por nós Geni” Adaptação da música “Geni e o Zepelim”  de Chico Buarque. 

Vai com ele, vai geni. Você pode nos salvar!

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SEDA | Oficina de Produção Audiovisual - Parte 5

13 de dezembro de 2011
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[A jornada dos takes começa aqui]

TAKE 5
Texto por Jayme Rosica

A quinta e derradeira fase da oficina de produção da SEDA, rolou na sede do sindicato do comércio varejista e lá rolou a exibição do produto da oficina.

Foram exibidos os três vídeos: “Álgido”, “Quase” e “Sem Açúcar”, este último, que contou com a minha participação.







Na exibição estava presente o autor dos microcontos que deram origem aos vídeos, Edson Rossato, que comentou a respeito, falando inclusive que os resultados o agradaram bastante.

E foi assim que rolou a oficina de produção audiovisual, colocada aqui no E-Colab em 5 takes, uma experiência sensacional para os leigos no assunto, como eu, que se divertiram e aprenderam muito a respeito da interpretação do mundo em imagens.



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SEDA | Oficina de Produção Audiovisual - Parte 4

[A jornada dos takes começa aqui]


TAKE 4
Por Jayme Rosica

A quarta parte da oficina de produção da SEDA durou dois dias, e ensinou aos participantes a edição do material que foi captado.

Os encaixes da imagem com o áudio, as trilhas, efeitos, linkagem das cenas, tudo feito pormenorizadamente para que se encaixasse no contexto dos microcontos e ao limite dos 100 segundos.



O trampo é mesmo complicado, edição é um negócio que demora mesmo, e isso foi aprendido na prática pelos participantes da oficina.

No final, as três histórias foram bem estruturadas para sua exibição no MADE IN SEDA no domingo.

O take final...
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SEDA | Oficina de Produção Audiovisual - Parte 3

12 de dezembro de 2011
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[A jornada dos takes começa aqui]


Take 3
Por Laís Semis

Empunhando câmeras, fora das salas, longe dos slides e na companhia de alguns atores, o terceiro dia da Oficina ministrada pela Neurônio Produtora foi guardado para a prática. Na Cantina, nos corredores e no jardim, as três equipes testavam o que tinham aprendido nos dias anteriores. O objetivo: gravar um curta de 100 segundos baseados em contos de duas linhas. 


Sim, duas linhas. Se parece impossível um conto desse tamanho se tornar um curta, 10 pessoas foram postas a prova. Criaram o roteiro e agora se espalhavam pelo SESC para tentar, testar e captar o produto. Improvisos, roupas de inverno europeu em meio ao Sol de um verão bauruense, olhares atentos, atores em cena. A SEDA mostrando pra que veio.



O Take 4...
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SEDA | Feira da Semana

COMPRA
TROCA 
VENDA
Fotos por Laís Semis
texto por Jessica Mobílio

O endereço: Araújo Leite, 8-52 (seis quadras do calçadão da Batista de Carvalho, centro de Bauru – São Paulo). Isso tem certa relevância, ainda mais quando se perder pelas ruas bauruenses é quase um hábito, digo meu.

Deparei com um pequeno portão de ferro, e uma placa com o escrito, logo acima: Cineclube Aldire Pereira Guedes. Finalmente, cheguei! De repente, alguns artefatos expostos e a legenda “Museu da Imagem e Som”. Tinha um daqueles rádios antigos, 1915. Outros objetos, como um antigo projetor de imagens e um toca discos que vieram direto do museu da cidade.



Quer mais? E juntar tudo isso com a exibição de filmes da Programadora Brasil, compilação de animações, uma de Carlos Eduardo Nogueira.

Vamos à feira da semana? Com discos, DVDs, fitas cassetes, revistas e relíquias (diga-se de passagem, trilhas sonoras de filmes hollywoodianos). E também, títulos como, a produção Abel Contra o Muro e documentários de Carlos Pronzato estavam à mesa. 

Por um momento, o LP “Ópera do Malandro” do Chico Buarque, saltou aos meus olhos. Não ter levado nada para trocar por ele, foi arrependimento. Obras de todos os gostos. Contribuições de vários lugares. A nostalgia, e a feira é pura troca de estórias, mais que o material concreto.

Foi assim que a feira da SEDA se lançou para os aprendizes e o público que vieram assistir os documentários de Carlos Pronzato (e depois aconteceu uma daquelas conversas infinitas, de contar trajetórias de vida e de como é feita a produção e divulgação de conteúdo).

Captação e Edição por Laís Semis

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SEDA | Cine Seda Terror

MIOLOS, MIOLOS, NÓS QUEREMOS TERROR


Texto por Aline Ramos

Eu não quero voltar pra casa sozinha. Mas eu também não quero ir nessa chuva, era tudo o que me faltava hoje. Já sei, vamos fazer um curta de terror. Ééé, essa chuva é ideal. Você segura o guarda chuva e eu filmo os carros vindo em nossa direção. Nenhum está vindo, vamos esperar. Vem, vem, vem! Pronto. 

No nosso curta tem que ter alguém correndo, vamos gravar só as pernas em movimento e o chão. Finalizamos com a pessoa pisando naquela correnteza de chuva no meio fio, aquele que a gente não gravou porque estávamos com medo. Bem assim.

!Ploft!

Esse vestido é a sua cara. Esse sapato não é 39. Olha isso, dez reais. Será que aceita cartão? Vamos subir pra assistir ao filme.

Eu esperava terror, todo mundo esperava roer as unhas, segurar o grito no peito. Ninguém esperava rir daquele jeito, colocar a mão na barriga e soltar uma lágrima de tanto apertar os olhos. Os quinze presentes, quase vinte no Empório Cultural Extinção Discos, viram uma das referências dos clássicos trash, A Volta dos Mortos-Vivos. Cine Seda Terror tinha tudo, menos terror (como nós imaginávamos). 



Sexo, drogas, rock´n´roll, punks e mortos vivos. Combinação funesta que o diretor e roteirista Dan O´Bannon realizou em 1985 A Volta dor Mortos-Vivos (The Return of the Living Dead). Com altas doses de terror, uma história simples, porém eficiente e ótimas pitadas, digo, grandes pitadas, de humor negro. Quem estava lá na sessão que o diga.

Mas a chuva não parava, a madrugada só começava e muitos decidiram ir embora. Pela frente tínhamos Begotten e toda a sua estranheza. 



E os poucos sobreviventes lutaram com o sono da madrugada. Parecia que a ausência de falas a as cores em preto e branco ninavam a todos. Begotten é um Filme experimental/Filme de Horror de 1991, escrito e dirigido por E. Elias Merhige. Não tem muito o que falar, mas saca só a sinopse do filme. 

“Deus está abandonado sozinho, e se mata estripando-se com uma navalha. A Mãe-Natureza emerge de sua morte, e com o sêmem do moribundo Deus fertiliza-se, dando origem à Humanidade, uma criança doente e fraca, que em toda sua existência é surrada e torturada por zumbis sem face.”

É, depois de uma noite dessas, nosso curta de terror fica para outro dia. Já que fui pra Seda e aprendi que terror não é só aquilo que vi em O Chamado. 


Fotos, captação e edição por Laís Semis



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SEDA | Encontro de Cineclubes

PRA QUE OS CINECLUBES?
Fotos por Andressa Bernardo
texto por Jessica Mobílio


Essa pergunta parecia um “letreiro luminoso” em minha cabeça, quando entrei naquela sala. Mas, a indagação não era minha, era deles, os cineclubistas.

Logo desapareceu...

16h
SEDA Bauru, 10 de dezembro. Vai começar o encontro dos cineclubes, sente-se próximo de nós. O clima é intimista.

17h
“Os cineclubes surgiram nas décadas de 80 e 90 e se espalharam por São Paulo”, diz Eduardo Paes Aguiar do Cineclube Baixo Augusta. Deveria ser um debate com a linha “perspectivas do movimento Cineclubista em São Paulo”. Mas antes, as trajetórias destes cineclubistas mereciam apresentações.



17h45
“O cineclube é a possibilidade de interatividade entre o filme e a pessoa que o assisti. A diferença entre assistir o filme em casa e ir ao cineclube é o contato com o próximo, o desconhecido. Além da troca de conhecimento e formação”.

17h59
Tanto se falou. O que é um cineclube? E a proposta disso, como difusão de cultura? Algumas palavras: Cinema, coletivo, comunidade, conversa, crianças, estado, formação, interatividade, linguagem, políticas, público, presencial, social e troca.

18h
“A dificuldade dos cineclubes paulistas é a falta de sustentação financeira ou até mesmo por não serem reconhecidos como um cineclube”.

19h
Conversas sobre políticas públicas, “os cineclubes paulistas precisam se organizar”.

19h20
“Vamos articular soluções. Um projeto. Um novo encontro. Precisamos mapear o número de cineclubes que recebem apoio ou não”. 

A SEDA reuniu os cineclubistas: Eduardo Paes Aguiar de São Paulo – Cineclube Baixo Augusta; Hélvio Tamoio de São Carlos – Cineclube Paracatuzum; Cláudio Nunes “Tio Pac” de São Paulo – Cineclube Pac Lee; Charles Brait de Embu das Artes - Cineclube Chaparral e o Enxame Coletivo de Bauru – Cine Ouro Verde. 

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SEDA | Oficina de Produção Audiovisual - Parte 2

[A jornada dos takes começa aqui]


TAKE 2
Fotos por Laís Semis
Texto por Jayme Rosica


O segundo dia da oficina de produção audiovisual do SEDA foi reservada para a produção de roteiros. Primeiramente com uma introdução teórica sobre a estrutura dos roteiros de audiovisual e depois com a escolha dos microcontos que cada grupo iria adaptar e sua obra.

Com temáticas diretas e com bastante margem para que cada um aplicasse sua imaginação na construção da sequência.

Rolaram nos roteiros a ambientação, a escolha de personagens, diálogos, e até storyboards do que seria captado no dia seguinte.



O Take 3...
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Pacotinho de SEDA | Dead Rocks + The Almighty Devildogs

MAIS UMA GUITARRA... PRO AUDITÓRIO

Texto por Luana Rodriguez 
Fotos por Bianca Dias 
Vídeo por Luís Morais 

Noite de sexta feira. O Jack Pub, local da noite instrumental da semana de audiovisual, recebia poucos visitantes. O tempo parecia não correr e entre conversas de amigos de bar ouviam-se comentários do tipo “isso aqui támais pra festa estranha”. Seria a divulgação? 

Já passava da 1h20 da manhã quando alguma coisa aconteceu. No telão uma introdução da banda. No palco os meninos da Almighty Devildogs, anfitriões da noite. Começavam o show. Aquele mesmo som pesado que quem já conhece a banda está habituado. Na frente do palco um cara tocando uma bateria imaginária, no fundo do bar um outro deitado curtindo o ritmo da banda.


Para ouvidos treinados o som do baixo com a bateria estava meio desconexo. Para quem não entende muito de música a única certeza era a de que o guitarrista era bom. Muito bom. E foi desse modo que as músicas foram seguindo. Rock atrás de rock até que o Almighty anunciou a saideira. A já tradicional “Modo Foda-se”, “pra gente ser feliz” na explicação da banda.

E a noite seguiu. E um trio surgiu no palco. Paletós vermelhos, óculos escuros, cabelos com gel e um estilo surf music anos 50. Era a The Dead Rocks que estava no Jack. Com algumas baladinhas e outras músicas mais ritmadas o estilo da banda pareceu agradar mais ao público, que até ensaiava alguns passinhos de dança.


Uma baterista, um guitarrista e um baixista. O palco não era o limite. Tocaram ao lado da plateia. Subiram na bateria. Arrebentaram as cordas. Frases aleatórias. “Mais uma guitarra... pro auditório!”? A música da galinha e uma trilha quase James Bond. 

Surge um vocalista. Passam mais duas, três, quatro músicas são tocadas. Termina o show. Mas a galera pede bis e eles voltam pra tocar a última música. A banda tinha agradado, os anfitriões acertaram na escolha do convidados e a noite foi dos Dead Rocks. “ A gente não é Jimmy Hendrix, a gente não é Janis Joplin, mas a gente é o The Dead Rocks”. Tá certo então!

 

Dead Rocks + The Almighty Devildogs
por Bianca Dias
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